Por: JULIANO BARRETO
COLABORADOR DA FOLHA
Especialistas em segurança digital afirmam que a cada dia cerca de 170 mil computadores são adicionados aos exércitos das redes de zumbis. As máquinas são infectadas por programas clandestinos, que as tornam disponíveis para controladores remotos interessados em propósitos ilícitos desde sobrecarregar servidores de hospedagem com tráfego até decifrar códigos complexos de segurança. Na maioria dos casos, entretanto, o usuário do computador infectado não fica sabendo de nada.
Anatomia do crime
As redes de zumbis são usadas para atacar sites e para a geração de cargas gigantescas de mensagens não solicitadas de correio eletrônico (leia abaixo texto sobre o assunto). Para tirar sites do ar, a técnica usada é a do DoS (denial of service ou negação de serviço). Tendo como alvo as páginas de empresas ou de órgãos oficiais, a rede de zumbis envia milhares de pedidos para abertura de páginas ou envio de mensagens para os servidores que hospedam os sites.
Como essas redes podem controlar centenas de milhares de máquinas ao mesmo tempo, os servidores não suportam o tráfego de dados e começam a exibir mensagens informando que os sites não podem ser abertos.Em outros casos, os exércitos de zumbis são usados por estelionatários profissionais da rede, conhecidos como phishers. Eles tentam enganar os internautas com sites falsos, que solicitam informações confidenciais, como senhas de banco e números de cartão de crédito. Para mostrar o link do site falso para o maior número de usuários possível, os phishers enviam milhares de mensagens de e-mail usando as redes zumbis.