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Como dar uma geral no corpo gastando pouco ou (quase) nada


Fonte: Edição 06
Data de Publicação: 24 de julho de 2005
 
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Por: MARINA YAKABE
Da Folhapress


Livrar-se das gordurinhas indesejáveis com uma lipoaspiração, colocar silicone nos seios, fazer um preenchimento... Todos esses -e muitos outros- tratamentos estéticos, que parecem estar ao alcance somente de quem tem dinheiro de sobra para gastar, hoje em dia são oferecidos até nos ambulatórios de algumas universidades a preços bem mais acessíveis que nas clínicas de estética ou até mesmo de graça. Por conta disso, a Revista da Hora selecionou algumas opções e mostra quais são os procedimentos que elas realizam e como fazer para conseguir dar uma repaginada no visual. Como a procura é grande, pode demorar. Mas essa não é a única alternativa: atualmente, as clínicas de estética também parcelam seus tratamentos. Algumas, em até 24 vezes. Ou seja, hoje em dia, corpinho de capa de revista já é um sonho possível para todo mundo...
Mesmo que não seja muito ligado em tratamentos e cirurgias estéticas, todo mundo tem algo no corpo ou no rosto que gostaria de corrigir. Pode ser uma orelha de abano, gordurinhas a mais na cintura e até um seio ou um bumbum pequeno ou grande demais.

Antigamente, por conta do custo elevado, a maioria desses procedimentos estéticos ficava restrito a quem podia pagar -e muito caro- por eles nas clínicas de estética.

Se hoje não é possível afirmar que é barato colocar silicone, por exemplo, a grande esperança é o fato de algumas universidades terem investido na área estética, o que faz com que procedimentos desse tipo possam ser feitos a preço de custo ou até mesmo sem que seja necessário desembolsar nada.

Na Unisanta (Universidade Santa Cecília), em Santos (a 85 km de São Paulo), é possível fazer todo tipo de cirurgia plástica pagando apenas o material utilizado e os honorários do cirurgião que realiza a intervenção. Enquanto nas clínicas de estética a cirurgia para a colocação de próteses de silicone custa entre R$ 6.000 e R$ 12 mil, na faculdade, o paciente gasta, em média, entre R$ 1.500 e R$ 2.000 a menos.

Na universidade Anhembi Morumbi, além de tratamentos estéticos -todos gratuitos-, é possível conseguir até terapia ortomolecular. No entanto, o serviço só volta a funcionar em agosto.
Localizada em Santo André (Grande SP), a FMABC (Faculdade de Medicina do ABC) também atende os pacientes cobrando apenas o valor referente ao material gasto nos procedimentos. Além de cirurgias plásticas, a instituição oferece procedimentos estéticos, como peeling, laser, toxina botulínica, preenchimentos e tratamentos para estrias, celulite e rugas.

'Os casos patológicos são atendidos sem custo nenhum. Quando a finalidade é apenas estética, o paciente passa por uma triagem, na qual é feita uma avaliação do caso. Depois, é marcada uma consulta e a data da intervenção. Emitimos um boleto, a pessoa paga, e marcamos a data do procedimento'', explica Dolores Gonzalez Fabra, responsável pelo ambulatório de cosmiatria e medicina estética da FMABC.

Apesar de o tempo de espera na fila para se submeter a esses tratamentos (realizados no ambulatório de cosmiatria) não ser muito longo -entre um e dois meses em média-, quem quiser fazer uma cirurgia plástica terá de esperar mais. Isso porque há cerca de 30 pessoas na espera para operar, e o centro cirúrgico realiza cerca de quatro intervenções por dia. Por conta disso, a instituição não está fazendo novas consultas, mas quem estiver interessado pode entrar em contato com a faculdade.

Além disso, a preferência é, normalmente, pelas pessoas que precisam de alguma cirurgia reparadora -fruto de alguma deformidade.
Dolores lembra ainda que a primeira avaliação no ambulatório para o agendamento de consultas exige paciência. 'Como o atendimento é multidisciplinar [o paciente é atendido pelo residente e pelo professor], sabemos que as pessoas perdem o dia aqui. Por isso, oferecemos até café da manhã e pão com manteiga'', conta.

Resumindo: se a idéia é dar uma 'recauchutada'' na aparência, a oportunidade é boa, mas vai exigir total disponibilidade de tempo e nenhuma pressa em mudar a silhueta.

Se a necessidade de melhorar o visual for grande e urgente, vale a pena pesquisar clínicas de estética. O custo é mais alto, mas o pagamento costuma ser muito facilitado. 'Antigamente, só quem podia pagar por um tratamento estético eram as pessoas de maior poder aquisitivo, mas, atualmente, atendo pacientes das classes A, B e C'', analisa Yoli Angelo Monteiro, proprietária da rede Única.

A experiência de 19 anos no mercado fez com que ela chegasse a uma conclusão: 'Quem não parcela não consegue vender. Fica muito difícil se o pagamento não for facilitado. Há cerca de cinco anos, passamos a dividir nossos tratamentos em várias vezes'', diz Yoli.

Recompensas

Tomando-se os devidos cuidados, os tratamentos estéticos, apesar de não fazerem milagres, reduzem imperfeições no corpo e no rosto e melhoram, principalmente, a auto-estima. A atriz Luciana Vendramini tem se submetido a sessões de depilação a laser e já secou vasinhos das pernas. O resultado? 'Bárbaro! Mudou tudo. Ainda não acabei a depilação, mas minhas pernas estão lindas e lisinhas, sem nenhum risco'', diz.

Quando ainda era dançarina do É o Tchan!, a atriz Sheila Mello colocou botox nas axilas. A bela também já fez lipo e colocou silicone e hoje faz drenagem linfática. Depois de cirurgias no queixo, boca e nariz (foram duas), de próteses de silicone pelo corpo todo, além de lipoaspirações e plástica da intimidade, a recordista Angela Bismarck se prepara para outra lipo.

Anhembi Morumbi oferece tratamentos gratuitos

Sem desembolsar nenhum tostão, é possível repaginar todo o visual no SPA Saúde da universidade Anhembi Morumbi, que oferece tratamentos estéticos convencionais (para problemas como acne e técnicas de revitalização e de rejuvenescimento da pele), além de programa de redução de gordura localizada, celulite e flacidez. No entanto, as principais novidades dos tratamentos oferecidos na universidade ficam por conta dos procedimentos que usam recursos medicinais e da terapia ortomolecular, que vem fazendo sucesso entre os famosos e já conquistou adeptas como as atrizes Priscila Fantin, Giovanna Antonelli e Solange Couto.

Por ser considerada medicina preventiva, a terapia ortomolecular não está incluída nos tratamentos atendidos pelos convênios e custa, em média, R$ 2.000 por mês. O valor se justifica, em parte, pelo exame, que é a base da terapia e é feito fora do Brasil. Ele analisa, a partir de uma amostra de sangue, os alimentos que são bem e mal digeridos pelo paciente. 'A partir daí, tiramos da dieta dele tudo o que deprecia seu organismo'', conta o médico ortomolecular Fernando Requena. Segundo ele, se a pessoa cumprir o tratamento, a tendência é que haja uma melhora generalizada no organismo, que também se estende à estética. 'A medicina ortomolecular não rejuvenesce, mas retarda o envelhecimento, auxilia no controle do peso e melhora até a pele'', encerra.

Professora fez duas cirurgias na faculdade

Incomodada com uma imperfeição no umbigo, a professora Janaína Molinari Marinheiro, 32 anos, resolveu procurar o ambu- latório de cirurgia plástica da FMABC para corrigir o problema. 'Eu tinha como pagar, mas fiquei mais tranqüila ao fazer na faculdade porque confio muito nos médicos'', lembra.
Após uma avaliação, foi aconselhada a fazer também uma lipoaspiração. 'Foi ótimo, agora posso usar biquíni sem nenhuma preocupação'', comemora a professora.

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