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Cirurgia não faz milagre


Fonte: Edição 06
Data de Publicação: 24 de julho de 2005
 
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Independentemente de ser em uma clínica de estética ou em uma universidade, os médicos são unânimes ao afirmar que o mais importante é a pessoa que quer se submeter a qualquer tipo de procedimento ter consciência de que suas expectativas nem sempre condizem com a realidade, ou seja, com o que é possível fazer. 'A pessoa que procura esse tipo de procedimento tem a liberdade de mudar qualquer coisa que a incomode, mas tudo dentro de um limi-te'', afirma o médico Rodrigo Pessoa, residente-chefe do ambulatório de cirurgia plástica da Unisanta, em Santos, que oferece todo o tipo de cirurgia plástica a preço de custo.

'Uma pessoa obesa, por exemplo, não pode achar que vai resolver o problema fazendo uma lipoaspiração. Esses tratamentos surtem efeito quando são acompanhados por uma melhora na qualidade de vida'', diz. 'Não podemos ser radicais. A obesidade mórbida, por exemplo, não pode ser resolvida dessa forma. A pessoa tem de mudar seus hábitos obrigatoriamente. O mesmo vale para quem quer amenizar rugas. Nenhum tratamento deixará ninguém 30 anos mais jovem. Isso é ilusão, um conto de fadas'', afirma Paulo Freire, dermatologista da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). De acordo com o médico, quem se preocupa em ter a pele sempre com um ar jovem deve pensar primeiro em usar filtro solar e em hidratar o rosto. 'Se a pessoa nunca fez isso, não vai adiantar apelar para um procedimento estético. Esses tratamentos não podem ser feitos de qualquer maneira. Vários fatores influenciam, desde a idade até a atividade profissional'', diz Freire.

Rodrigo Pessoa lembra ainda que o paciente que quer fazer qualquer tipo de cirurgia plástica precisa se lembrar de que esses procedimentos exigem paciência no período pós-operatório. 'Podem haver sangramentos e dormência durante um tempo, e é necessário estar preparado para tudo isso'', revela.
'Não existe milagre. Se o tratamento não for seguido por dieta e ginástica, a barriguinha, por exemplo, volta, e o problema jamais será resolvido'', completa Dolores Fabra.

João Roberto Antonio, dermatologista e professor da Famerp (Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto) faz outro alerta. 'Quando forem se submeter a técnicas que são novidade, as pessoas devem procurar saber antes se elas foram aprovadas pela Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária].''
Com a agenda lotada até o ano que vem e suspensa para novas inscrições, a Famerp também realiza tratamentos gratuitos durante congressos ou no próprio ambulatório da faculdade (somente os que não exigem intervenção cirúrgica), mas apenas para moradores da região de São José do Rio Preto.

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