Por: Edson Moura *
Em primeiro lugar, é inevitável que uma personalidade da envergadura e da projeção da senadora maranhense suscite inveja e despeito em frustrados segmentos da espécie humana, geneticamente incapazes de tolerar o êxito alheio.
É precisamente nessa categoria que se inserem os inevitáveis desafetos e detratores da nossa ilustre conterrânea, subprodutos dos espaços por ela conquistados, com autêntica legitimidade, no cenário político nacional. Em função, não de circunstâncias conjunturais, de conchavos de bastidores, de peruadas, do faturamento de causas perdidas (às vezes quem perde ganha, sobretudo quando perde o que não é seu, mas de todos os munícipes) ou de outras concessões subalternas. Mas sim do inegável carisma da senadora.
Esse atributo eminentemente pessoal, parte integrante e inseparável de seu ego, cuja origem os antigos localizavam no Céu, não está disponível em qualquer escola ou na lista de títulos que alguns necessitam exibir para compensar suas frustrações. Pois de que adianta dizer que você joga de goleiro e de centro-avante, ao mesmo tempo, se nunca pegou um pênalti ou fez um gol de placa? Só serve para mostrar que você não dá certo em profissão nenhuma.
Roseana não deve nada ninguém, salvo na medida em que todos somos dependentes do próximo e da coletividade. Não comprou seus valores na primeira esquina. Não vivi brigando com o irmão por causa de algum cartório de interior. Não se compara com velho e decadente escriba, amoitado na malufismo, que ultimamente deu para assinar com pseudônimo de aprendiz de foca.
Está bem presente na memória de todos a inqualificável, sórdida e inconfessável armação montada contra ela quando despontava como a favorita da campanha das últimas eleições presidenciais. Infelizmente aquele episódio foi amadoristicamente conduzido, pois apesar do pronunciamento da mais alta corte do país inocentando-a, ainda hoje demagogicamente o exploram.
Os autores materiais e intelectuais, manifestos e ocultos dessa inepta manobra pagaram depois o preço de uma das mais vergonhosas e merecidas derrotas da nossa história política, mas privaram o Brasil da oportunidade, única e talvez irrecuperável num futuro previsível, de encontrar o seu verdadeiro destino sob uma liderança que tinha tudo para fazê-lo, poupando-nos dos percalços que estamos testemunhando.
Diante do descalabro administrativo reinante no nosso Estado e, consequentemente da vertiginosa ascensão de Roseana nas pesquisas de opinião em todos os municípios, os eternos pescadores de águas turvas não descansam (não descansam nunca), surge essa ridícula e provinciana história de diploma de Roseana , que não mereceria qualquer atenção, se não fosse para desmascarar e expor ao povo, com vistas a futuras referências, a indigência intelectual e a fragilidade moral dos que se entregam a esse gênero de atividade por falta de vocação e capacidade para qualquer outra coisa.
No caso presente, além do bentivi poli-incapaz, avistamos a pelanca de um peru acostumado a morrer de véspera. Trata-se de ex-bajulador do governador Cafeteira (a quem depois votaria um ódio tão absurdo quanto mal-agradecido) e que um dia chegou a acreditar que seria indicado para deslustrar um tribunal superior da República. Quanta pretensão! No momento, vive a “crise de abstinência” referida pelo deputado Roberto Jefferson, pois lhe suspenderam o mensalão.
Pensando bem, os dois juntos davam uma boa dupla caipira: Peru & Bentivi. Curtida no despeito e diplomada na malandragem.
* Edson Moura é professor aposentado