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Sem vacina, jovens ficam expostos a contrair hepatite B
Fonte: Edição 02 Data de Publicação: 1 de julho de 2005 | | |
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1 - QUEM DEVE TOMAR A VACINA DA HEPATITE B? Todos os recém-nascidos, todas as crianças e adolescentes com até 19 anos que ainda não tenham sido vacinadas, profissionais da área de saúde que tenham contato com sangue, profissionais do sexo, presidiários, carcereiros, manicures, podólogos, bombeiros, policiais e homossexuais. 2 - COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO? Por meio do exame de sangue específico, que identifica o vírus da hepatite B. 3 - TODOS DESENVOLVEM DOENÇA NO FÍGADO? Não. Estima-se que 10% dos infectados tornam-se doentes crônicos e que os outros 90% fiquem portadores do vírus.
Levantamento feito pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo mostra que 40% das crianças e jovens com até 19 anos daquele estado não estão vacinados contra a hepatite B - uma das formas mais agressivas da doença -, que pode evoluir para cirrose hepática, insuficiência renal e até mesmo câncer no fígado. A vacina para adolescentes está disponível na rede pública desde 2001. Para recém-nascidos, a vacina é grátis desde 1998.
O número de adolescentes desprotegidos preocupa especialistas porque a doença é facilmente transmitida durante a relação sexual sem proteção. Por isso, os jovens estão mais expostos ao risco. ‘Todos os jovens devem ser vacinados. É nessa idade que eles iniciam a vida sexual, e a vacina garante uma proteção de 95%’, afirmou o infectologista Roberto Focaccia, coordenador do grupo de hepatites do Hospital Emílio Ribas, em São Paulo.
Focaccia reforça, no entanto, que é preciso mais divulgação dos riscos de contaminação porque é muito difícil convencer um adolescente de que é preciso ser vacinado. “Normalmente, o jovem resiste. Para minimizar o risco, a cobertura da vacina teria de atingir, no mínimo, 90% dos jovens”. A coordenadora da Divisão de Imunização da Secretaria de Estado da Saúde, Helena Sato, reforça que, para ter eficácia, a pessoa deve tomar as três doses da vacina. Após a aplicação, há um descanso de um mês e depois uma pausa de seis meses para a terceira dose. ‘Muita gente toma uma dose e não volta mais a procurar o posto de saúde. Nesses casos, a imunidade não é atingida’, alerta.
O vírus que causa a hepatite B (HBV) é transmitido pelo sangue e, após a infecção, concentra-se quase que totalmente nas células do fígado. Uma das principais formas de contaminação é maternal _de mãe para filho_ no momento do parto.
Estima-se que 10% dos infectados se tornem doentes crônicos e que os outros 90% fiquem portadores. Eles podem nunca desenvolver a doença, mas são transmissores em potencial, especialmente quando não sabem do problema. O tratamento começa somente quando há lesão no fígado.
Uma nova droga, que está em aprovação na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), poderá vir a ser usada no tratamento precoce da doença, antes que haja lesão no fígado. ‘Ainda não há um consenso, mas a droga é um potente antiviral’, diz o hepatologista Mário Guimarães Pessôa, presidente da Associação Paulista para Estudo do Fígado.
Segundo o hepatologista Raymundo Paraná, que é coordenador do grupo de estudos de hepatite Brasil-França, o novo medicamento não cura a doença, mas bloqueia a replicação viral. “Esse medicamento é mais potente e vai ajudar pacientes resistentes a outros remédios”.- Próximo texto:
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