Espanto, indignação e revolta. Esses eram os sentimentos visíveis nas expressões de centenas de pessoas que estiveram no velório do policial Rodoviário Federal, Alécio Botelho do Nascimento, 23 anos, que residia na rua Tarquínio Lopes, nº 8 - no bairro do Anil. Ninguém conseguia entender as razões que motivaram o crime, já que ele era considerado calmo e, aparentemente, não possuía inimigos. O enterro ocorreu na manhã de sábado (25), no cemitério Parque da Saudade, no Vinhais.
O patrulheiro Alécio foi encontrado morto dentro de um Vectra azul, de placa HPG-2222, de propriedade dele, em uma estrada no município de Balsas, onde ele residia há seis meses. Por telefone, o delegado Regional daquela cidade, Eduardo Carvalho informou que, ininterruptamente, em conjunto com uma equipe da Polícia Federal, está trabalhando no sentido de elucidar o crime nas próximas horas. No sábado, a polícia concentrou esforços na realização da perícia, que está sendo realizada pela equipe da PF, bem como na inquirição das últimas pessoas que estiveram com a vítima.
Com exceção de latrocínio (roubo seguido de morte), todas as hipóteses estão sendo investigadas, inclusive de crime passional. " Descartamos o roubo, em razão dele estar em um veículo novo, portando certa importância em dinheiro, cartões, cheques e, ainda, a pistola .40, e nada haver sido levado", declarou.
Um exemplo
O jovem, que segundo vizinhos só vivia para estudar, sempre foi aprovado em primeiro lugar em todos os concursos que se submetia, não sendo diferente para a PRF. Fez academia na capital baiana e, em seguida, foi designado para exercer suas funções no sul do Maranhão. Antes de ingressar nas fileiras da instituição, ele trabalhava, há dois meses, no banco do Brasil, depois de também ter sido aprovado em concurso público.
Na rua, populares comentavam uma suposta ligação que a vítima teria feito para mãe, na manhã de sexta-feira(24). Na conversa, ele teria dito a ela que não falasse determinado assunto, tendo em vista o aparelho estar grampeado, ficando a mesma sem entender o porque. O delegado acredita que quem o matou já tinha estudado todos os passos dele. " O autor sabia que ele estava sozinho, e o esperou sair, atingindo- o nas costas. Mesmo ferido, ele ainda teve a reação de entrar no carro e dirigir por alguns metros, vindo a falecer", declarou.
A vítima dividia a casa com outros dois amigos, os quais não estavam na cidade quando tudo aconteceu. Um havia viajado com destino a Pernambuco e outro a capital maranhense. Até o fechamento desta edição, a polícia continuava trabalhando, mas nenhuma informação precisa que levasse ao autor ou autores do delito, havia sido encontrada. Aprovado nos vestibulares da universidades estadual e federal, respectivamente, para engenharia civil e medicina.