Terror na Esplanada
No rol das investigações da Polícia Federal em torno das atividades financeiras do publicitário Marcos Valério, há suspeitas de que ele pode ter pago contas de ministros e assessores em restaurantes de Brasília.
À la carte
É forte na Abin um movimento da velha guarda para apear Mauro Marcelo da direção da agência. Usam o argumento de que, em sua gestão, a Abin foi usada para prestar pequenos serviços ao PT e à Casa Civil do ex-ministro José Dirceu.
Briefing
A oposição vê o dedo da Abin nas perguntas feitas pela senadora Ideli Salvatti (PT-SC) a Roberto Jefferson (PTB-RJ) e à ex-secretária de Marcos Valério, Fernanda Karina Somaggio.
Novo alvo
O deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) coleciona denúncias contra o presidente do Besc (Banco do Estado de Santa Catarina). Trata-se de Eurides Mescolotto, ex-marido de Ideli, sua nova inimiga número 1.
Queijo suíço
O Coaf é um dos principais alvos de críticas por parte de parlamentares e assessores da CPI dos Correios. Nos dados enviados na semana passada pelo órgão não constava a movimentação das contas de Marcos Valério na agência do Banco Rural no Brasília Shopping.
Big Brother
O Banco Rural não enviou à CPI a relação das agências nas quais o dinheiro de Marcos Valério foi sacado na boca da caixa. A intenção da comissão é requisitar as imagens dos circuitos internos dos locais. Para isso, novo ofício foi providenciado.
Espiã indiscreta
Uma assessora do Ministério da Justiça que acompanhou as primeiras semana de depoimentos na CPI dos Correios dizia a quem quisesse ouvir que dispunha de 'fichas' de todos os parlamentares da comissão.
Pombos-correio
Emissários do líder do PP na Câmara, José Janene (PR), foram presença constante na sala onde fica a assessoria técnica da CPI dos Correios. Procuravam a todo momento ter acesso aos dados sigilosos do Coaf.
Dúvida cruel
O ministro Jaques Wagner (Conselhão) foi uma das ausências na posse dos novos ministros anteontem. Estava na Bahia, consultando prefeitos e deputados estaduais sobre se deve aceitar a pasta da Coordenação Política ou sair para ser candidato ao governo do Estado.
Célula morta
A depender da decisão de Wagner, o Conselhão, anunciado por Lula como grande inovação da 'concertação social e política', pode ter o mesmo destino do Fome Zero: ser anexado por outro ministério e sumir sem ter emplacado uma sequer de suas propostas.
Supergerentão
O presidente da CNI, Armando Monteiro Neto, diz que só um ""choque de gestão'' pode ajudar a recuperar a credibilidade do governo. Sugere a integração de ministérios sob o guarda-chuva de um nome de ""envergadura'' para tocar um projeto de eficiência e enxugamento.
No sentido contrário
Para Monteiro Neto, a escolha do presidente da CUT, Luiz Marinho, para o Ministério do Trabalho vai no sentido oposto ao que o empresariado esperava da reforma ministerial e de uma reação mínima do governo para recuperar a credibilidade.
Olho do dono
A demissão de Romero Jucá da Previdência já motivou piada maldosa: agora, ele terá mais tempo para procurar suas fazendas fantasmas na Amazônia.
TIROTEIO
Do líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), sobre a tentativa da bancada do PT na CPI dos Correios de desqualificar Fernanda Somaggio, a ex-secretária de Marcos Valério:
O partido que se dizia dos trabalhadores prefere proteger um tubarão humilhando uma cidadã comum que teve a audácia de denunciar corrupção.
CONTRAPONTO
Feira literária de Brasília
Um dos participantes das gravações clandestinas que flagraram Maurício Marinho recebendo suposta propina nos Correios, o ex-araponga da Abin Jairo Martins foi questionado em depoimento à CPI que investiga a estatal, na terça, sobre sua relação com o jornalista Policarpo Júnior, da revista 'Veja'.
O repórter escreveu a reportagem que originou a investigação. Foi quando a senadora Ideli Salvatti (PT-SC) se confundiu.
Ela chamou o jornalista de 'Policarpo Quaresma', personagem do escritor Lima Barreto.
Maurício Rands (PT-PE) fez um trocadilho com o romance 'Triste Fim de Policarpo Quaresma', publicado em 1916:
O fim da CPI não será triste!
Outro petista arrematou:
Tomara que o governo também não. Policarpo Quaresma transformou-se em uma figura quixotesca, oscilando entre o ingênuo e o ridículo.