Washington Luiz tem escritório particular maior que sede do PT
Tendo de fugir da imprensa para não explicar a "mala de dólares" que teria sido trazida por emissários de Delúbio Soares, na eleição passada, para o PT do Maranhão, o presidente do partido, Washington Luiz Oliveira, "não resiste a meia hora de investigação", segundo afirma um ex-aliado seu em roda de petistas.
Um dos "mistérios" que "rondam" a vida do presidente do PT é como ele consegue manter seu padrão de vida. Washington Oliveira é funcionário do Cefet onde não bate ponto há muito tempo. Recebe um salário de pouco mais de R$ 1 mil, mas mesmo assim leva uma vida de fazer inveja a muito funcionário que bate ponto no Cefet.
Apesar de não receber nada como dirigente do PT, mora numa casa confortável no Cohajap, anda de Hilux com motorista e ainda mantém um escritório político que funciona numa casa no Monte Castelo com quatro funcionários.
O escritório está localizado próximo ao viaduto do bairro, distante alguns metros do local onde funcionou a antiga Gerência Metropolitana. Na frente casa existe um outdoor no mínimo politicamente incorreto: contém uma propaganda do BMG (Banco de Minas Gerais). O banco emprestou R$ 2,4 milhões ao PT com o aval do publicitário Marcos Valério. Apelidado de "Palácio das Macaxeiras" pelos próprios petistas, o escritório conta com telefones, fax, internet e amplas salas para reuniões.
Já a sede do Diretório Estadual do partido fica num prédio acanhado na Rua do Ribeirão onde os funcionários são escassos e o fax e telefones vivem cortados por falta de pagamento. Em pior situação está o Diretório Municipal, cuja sede funcionava numa casa na Rua dos Afogados. Depois que o contrato do aluguel venceu, os dirigentes municipais não tiveram dinheiro para renová-lo e agora estão se reunindo na sede Diretório Estadual.
Recentemente, o presidente do PT foi acusado de "tráfico de influência" no Incra. O ICC (Instituto de Capacitação Comunitária), que seria controlado por ele, fechou contrato de R$ 2,5 milhões com o órgão.