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Brasil vence Cuba e tenta o penta no vôlei masculino


Fonte: Edição 04
Data de Publicação: 10 de julho de 2005
 
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A experiência brasileira prevaleceu sobre a juventude cubana. No sábado, o Brasil garantiu vaga na final da Liga Mundial masculina de vôlei ao vencer Cuba por 3 sets a 1, com parciais de 25-18, 25-19, 22-25 e 25-23, em uma hora e 37 minutos, na Arena de Belgrado. Assim, a seleção consegue uma marca histórica: é a primeira a disputar cinco finais seguidas da Liga.

O Brasil tentará o seu quinto título da Liga neste domingo, contra Sérvia e Montenegro, às 14h (de Brasília). A seleção conquistou o campeonato em 1993, 2001, 2003 e 2004. Além disso, foi vice em 1995 e em 2002. Cuba disputará o terceiro lugar contra a Polônia.

Esta foi a segunda vitória do Brasil na fase final da Liga. Na sexta-feira, a equipe bateu a Sérvia e Montenegro por 3 sets a 1. Para a seleção cubana, o jogo representou a segunda derrota. Na estréia desta fase a equipe caiu diante da Polônia por 3 a 2.

O Brasil precisou usar toda a sua técnica para vencer o forte ataque cubano. O bloqueio voltou a funcionar, mas o passe teve mais dificuldade de sair do que no jogo contra a Sérvia. E o time ainda contou com tardes inspiradas do ponta Giba, do oposto André Nascimento e do meio-de-rede Rodrigão. Já Cuba concentrou o seu jogo em Raidel Poey.

O jogo

Cuba mostrou ser um time vibrante e ousado, que não teve medo de bater forte no Brasil. Entretanto, a equipe sentiu falta de maior experiência internacional. O time foi formado em 2003 e até hoje não tinha disputado uma fase final de torneios importantes.

A partida começou tensa, com os atletas se provocando. E o Brasil, desde o início do set, ficou na frente do placar. Um bloqueio de Gustavo deixou a diferença em dois pontos (4-2), número que Cuba não conseguiu diminuir.

Com mais variedade de jogo, o Brasil controlou as ações. E ainda teve no bloqueio o seu ponto positivo. Com dois pontos seguidos do fundamento, feitos por André Nascimento e Dante, a diferença subiu para cinco pontos (13-8).

O técnico de Cuba, Roberto Garcia, resolveu arriscar, colocando para o saque Oriol Camejo. E a tática deu certo. Com dois serviços excelentes, o time cubano diminuiu a diferença (20-17). Mas o Brasil deu o troco na mesma moeda. André Nascimento sacou forte três vezes e a seleção fechou em 25-18, com Dante explorando o bloqueio.

O segundo set foi bem mais equilibrado. Cuba conseguiu escapar da marcação brasileira, colocando mais a bola no chão. O Brasil, embora não tenha se defendido tão bem, mostrou virtude no ataque, impedindo que Cuba tomasse conta do jogo, fechando a parcial em 25-19 com um ataque de meio de Gustavo.

O terceiro set voltou a ter equilíbrio. Roberto Garcia colocou Henry Bell no lugar de Yasser Portuondo. A mudança deixou os cubanos com ainda mais a força no ataque, complicando a defesa brasileira. Desta forma, os caribenhos fecharam o set em 25-22, com um ataque de meio de Odelvis Dominico.

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