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Estudante suspeita que filho foi trocado ou vítima de erro médico


Fonte: Edição 04
Data de Publicação: 10 de julho de 2005
 
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Continua na geladeira do Instituto Médico Legal, o recém-nascido do sexo masculino, filho de Paulo Leandro Batista Carneiro e Deusineth Costa. De acordo com o relato feito pelo pai da criança, o recém-nascido foi deixado na casa dele, no Outeiro da Cruz, por uma equipe de funcionários da Maternidade Maria do Amparo, no Anil, e como já estava inchando e com mau cheiro, a família resolveu levar para o IML para que fosse diagnosticada a causa-mortis.

“Tudo foi feito com subterfúgio. Acho que meu filho foi vítima de erro médico ou foi trocado. O bebê, com 50cm e 3.600kg é tão grande que nem coube no caixão. O estranho é que somente após 24h o óbito foi que a direção da maternidade comunicou que o bebê havia morrido”, disse.

A mãe deu entrada na maternidade por volta do meio dia, no último dia 7. No atestado de óbito, a criança nasceu às 17h30, mas faleceu às 18h30. Segundo o pai da criança, apesar dos vários contatos feito por telefone, somente às 16h do dia 8 uma equipe do hospital esteve na residência dele informando que o bebê havia morrido e que a família deveria providenciar a retirada do corpo, pois já estava com quase 24h de morto.

“O estranho é que liguei pra lá na manhã do dia 8 e ninguém me disse nada. Quando chegamos lá, a direção do hospital me forneceu o atestado de óbito, e disse que deveria ir a maternidade Marly Sarney tirar o registro e, em seguida, ao Fórum, pegar a liberação para que o corpo pudesse ser liberado. Fui tomar as providências, mas quando cheguei em casa, para minha surpresa, como se fosse um indigente, enrolado apenas num papel, o corpo já havia sido deixado na minha casa. Ninguém entende nada do que tem inscrito no atestado. Quero que seja feito exame da criança para saber qual foi a causa-mortis”, disse revoltado Paulo Leandro.

Em contato com a maternidade Maria do Amparo, a telefonista Justina nos informou que não havia ninguém da direção, na tarde de sábado, para falar sobre o assunto. No entanto, chamou a enfermeira plantonista Rosa de Jesus, que nos informou que esse tipo de procedimento nunca é o adotado pela maternidade. “Peguei plantão às 7h de hoje (9), e quando cheguei as colegas estavam comentando que os pais dessa criança haviam vindo buscar o corpo às 16h. Inclusive, esse fato deve estar no nosso relatório”, finalizou. Os pais compareceram ao Plantão do Cohatrac, onde relataram o ocorrido ao delegado Antônio Paulino. Foi expedido o Boletim de Ocorrência e a guia para exame de corpo delito. Em seguida, o caso será encaminhado à delegacia da área, para que a autoridade policial responsável investigue se a denúncia tem procedência ou não.

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