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MORALIZAÇÃO - Seria cômico se não fosse trágico. É esse o comentário que toma conta dos corredores da Secretaria de Segurança Pública. Baixinho, barrigudo, usando a farda de sempre, calça jeans e camisa branca, mas amarelada pelo tempo, em tom de gozação reclama: Acho que os olhos e ouvidos do “chefão” são cegos, moucos, surdos. Sorrindo, com duas décadas de experiência, o velho Chico aponta. “Com os peixes pequenos eles pintam e bordam, mas os “tubarões” aprontam e ainda são valorizados. Cadê que algum procedimento foi tomado contra o delegado Paulo Márcio Tavares”?, pergunta o baixinho!!!
ENGAVETADO - Já às duas da manhã, em uma noitada no bar do Nelson, derrubando tampa desde às 8 da noite, a bela escrivã de cabelos e olhos cor de mel, perguntou: “Todo mundo sabe, a Promotoria de Investigação Criminal vive cobrando, mas vê se foi adotado algum procedimento para apurar o envolvimento de Paulo Márcio com um grupo de hackeres (pessoas que cometem crime pela internet), preso em março do ano passado? E o que é pior, não é só lá que esse tipo de coisa acontece! Os amigos, os protegidos, podem tudo, os inimigos nada”, finalizou Amélia, aquela que não era a mulher de verdade!!!!
DESCONTENTAMENTO - O descontentamento nos corredores da Segup é quase unanimidade. A cada centímetro percorrido, sempre que assegurado o anonimato, um desgostoso se prontifica a prestar valorosas informações. Ninguém esconde que os superintendentes e corregedores atuam como meros coadjuvantes. Em conversas ao pé do ouvido, não foi difícil descobrir por que o nome do delegado Paulo Márcio Tavares é doce na boca de 9 entre 10 agentes da Polícia Civil. Seria ele protegido? Inveja mata!!!
LIGAÇÕES PERIGOSAS - Segundo informações da bela e jovem delegada, na ação conjunta das Delegacias de Investigação Criminal e Defraudações que resultou na prisão dos hackeres, equipamentos e documentos foram apreendidos, entre eles, dois boletos de pagamento. Um em nome do policial Agripino - conhecido no meio como homem de confiança, ou melhor, fiel escudeiro de Paulo Márcio -, e outro do veículo Renault Clio, que era de propriedade do próprio delegado. Será que o delegado paraense têm um homônimo em São Luís?
*** DEDO DURO - Quando da prisão, contou o calvo com os olhos esverdeados, foi o que acabou fazendo o titular da Deic, delegado Robson Rui. Apesar dos pedidos dos colegas Hagamenon Azevedo, adjunto da Deic, e Paulo Aguiar, titular da Defraudação, Robson Rui comunicou o fato ao superior. Raimundo Cutrim, disse o investigador, determinou que fosse ouvido, separadamente, o preso identificado como Romário, em seguida, que encaminhassem para ele cópia do depoimento prestado, o que acabou sendo feito. “Que as declarações existem, todo mundo que trabalhou no caso sabe, mas o que aconteceu depois, isso só eles podem responder”, finalizou sorrindo..
*** ABRINDO O VERBO - Quem vê a barba do seu vizinho arder bota a sua de molho! Literalmente é como anda parte da equipe lotada na Delegacia de Defraudações. O disse-me-disse nos corredores da Segup dão conta que nos bastidores da Superintendência da Capital estaria sendo apurada uma denúncia feita por alguns dos hackeres, presos em março, acusando policiais de crime de extorsão. Sempre atento aos comentários do grandão narigudo, o assessor acima de qualquer suspeita nos passa os mais quentes fuxicos.
*** AMIGO PESSOAL - Sabe o delegado Sebastião Justino? Menina! O homem entrou na sala soltando fogo pelas ventas. Aos berros ensurdecedores, o cabra foi em cima do delegado Carlos Alberto Damasceno, sub-superintendente, ameaçando “abrir o bico”, caso o nome do irmão dele não fosse retirado da lista dos agentes ameaçados de prisão. Parece que na Segup se inverteu os papéis. Quem pode mais pode menos!!!
*** LISTA NEGRA - Nos bastidores da Superintendência, comenta-se que depois do estardalhaço de Justino, os delegados que apuram tal denúncia resolveram recuar e montar uma nova lista negra, desta vez, somente com o nome dos não apadrinhados. Na tal relação, os pescoços dos policiais Biné, Chiquinho e Jesus estariam na guilhotina. É aguardar pra ver!!
*** ABRINDO O BICO - Biné & Cia, revela aquele delegado baixinho, assim como Justino, também ameaça “abrir o bico”, deixando os delegados que investigam o caso num mato sem cachorro. Biné foi um dos agentes que participaram da prisão do grupo em março. Ele promete debulhar um rosário na presença do juiz. O certo, até o momento, é que nenhum pedido de prisão foi representado junto à Central de Inquérito contra policiais. O bicho vai pegar...