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PAINEL POLÍTICO


Fonte: Edição 05
Data de Publicação: 17 de julho de 2005
 
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Operação BH 1

Veteranos da CPI do Collorgate imediatamente viram semelhanças entre a nota emitida por Marcos Valério e os depoimentos dele e de Delúbio Soares ao Ministério Público e a Operação Uruguai, montada para tentar salvar Fernando Collor em 1992.

Operação BH 2

Combinada com o governo, a versão comum de Valério e Delúbio teria sido montada em Belo Horizonte na última segunda. Para dar verossimilhança a ela, os dois teriam vazado uma suposta briga. A preocupação central é blindar o presidente Lula.

Sujeira para todos

Ao atribuir toda a sua espantosa movimentação bancária a empréstimos para saldar dívidas de campanha, ao mesmo tempo em que coloca expoentes do tucanato na mesma situação, Valério tenta descaracterizar o mensalão e o desvio de recursos de empresas públicas.

Como fazer amigos...

Uma das incumbências de Marcos Valério, ainda na transição para o governo Lula, em 2002, foi ajudar na arrecadação de fundos para custear despesas de hospedagem de dirigentes em Brasília e mudança de outros para a capital federal.

... e influenciar pessoas

Instado a colaborar, em 48 horas Marcos Valério entregou R$ 4 m para petistas em uma suíte de hotel em São Paulo. Com serviços dessa natureza, o empresário ganhou a confiança de Delúbio Soares e passou a ter voz na divisão da publicidade oficial.

Primeiro-ministro

A importância de Márcio Thomaz Bastos (Justiça) cresce no governo à medida em que o Planalto e o PT precisam de um advogado criminalista.

Tio Funéreo
Apelido dado pela oposição na CPI dos Correios ao empresário : Marcos Velório. 'Todo mundo em quem ele encosta vai para o cemitério', diz um deputado.

Mesmo método

Das três agências que dividiam a conta de publicidade dos Correios, não era só a SMPB que tinha relações estreitas com o PT. A Link/Bagg Comunicação, com sede na Bahia, fez as campanhas eleitorais petistas em Salvador e Camaçari em 2004.

Antes e depois

A Link foi a segunda maior doadora da campanha do PT à prefeitura de Itabuna em 2004, com R$ 105 mil. Logo em seguida, a agência venceu concorrência e obteve a conta da prefeitura petista de Camaçari.

Sempre os mesmos

O BMG, que fez o empréstimo de R$ 2,4 milhões ao PT avalizado por Marcos Valério, contribuiu com R$ 150 mil para as campanhas do partido às prefeituras de Salvador, Camaçari e Alagoinhas no ano passado.

Alvo oculto

Rodrigo Maia atirou no PT, mas pode ter acertado o PTB. Na lista divulgada pelo pefelista com pessoas que estiveram no Banco Rural em Brasília e que foram confundidas com assessores de petistas estaria, segundo a CPI dos Correios, o motorista de um iminente petebista.

Tente outra vez

O Ministério Público do Paraná mandou à Corregedoria da Câmara 19 processos contra o deputado José Janene (PP) que tramitam no Estado. É a terceira vez que o material é enviado. Nas outras duas ocasiões, o órgão fez vistas grossas.

Fogo amigo

Partem de uma corrente do PSDB paulista os vazamentos à imprensa mineira sobre as atividades de financiamento político do governador Aécio Neves.

Topa tudo

Após giro rápido por NO e NE, o pré-presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB) 'visita amanhã obras de metrô e participa até de programa sertanejo.

TIROTEIO

Do deputado Chico Alencar (RJ), da esquerda petista, sobre o PT ter decretado uma espécie de moratória na sexta:

Pelo menos o partido pratica internamente o que deveria ter feito no governo em relação à dívida externa e que passou anos pregando na oposição.

CONTRAPONTO

Tolerância mínima


No primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso, o hoje senador e então deputado federal Paulo Paim (PT-RS) fazia uma de suas tradicionais defesas da indexação do salário mínimo numa reunião da Comissão de Trabalho da Câmara.

Adversário político do PT e antípoda do partido em questões econômicas, o também deputado na época e ex-ministro Roberto Campos (PP-RJ), morto em 2001, não se conformava.

'Bob Fields', como Campos era ironicamente chamado pela esquerda, ironizava a 'pretensa fórmula matemática' de Paim para justificar o aumento.

No tom veemente usado pelo PT na oposição, Paim terminou a fala com uma advertência, mas cometeu um lapso lingüístico:

Se o aumento não for dado, a gente vamos (sic) parar o país.

Campos não se conteve:

Senhor presidente, com essa, eu saímos. Até logo

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