João Fontes diz que se denúncias de Marinho forem confirmadas Edson Vidigal deve ser cassado
Logo depois que Paulo Marinho discursou acusando o presidente Edson Vidigal de usar a toga para fazer política e de corrupção, o deputado João Fontes (PDT-SE) afirmou que as denúncias do deputado maranhense são extremamente graves. Para Fontes, "é inadmissível que neste momento façamos no Parlamento uma santa inquisição para retirar mandato de deputados sem que os fatos sejam devidamente apurados". Ele disse que não conhece os bastidores do processo, mas que leu parte dos documentos na CCJ e viu que Paulo Marinho tem razão em muita coisa.
João Fontes disse que tem visto (sic) declarações desastrosas de autoridades do judiciário, incluindo Vidigal. Citou o presidente do STF, Nelson Jobim, e depois afirmou que ouviu "declarações mais desastrosas ainda do Presidente do STJ quando este foi ao programa do Sr. Ratinho pedir intervenção no Judiciário de São Paulo". Segundo o deputado do PDT "são declarações extremamente políticas para quem deve ter lisura com aquilo que fala, que deve ficar recluso ao julgamento, em razão de dirigir a Suprema Corte e não poder atuar em causa política".
O deputado sugeriu a criação de uma comissão para ouvir Paulo Marinho e "analisar as provas para se criar juízo de valor". Ainda aludindo a uma suposta pressão que Edson Vidigal teria feito pela cassação de Marinho, João Fontes disse: "se querem confrontar o Parlamento brasileiro, este não deve aceitar, de cócoras, de jeito nenhum, pressão para cassar deputados". Dirigindo-se a Severino Cavalcanti, ele fez um apelo: "Sr. Presidente, se é verdade que Vossa Excelência foi pressionado, precisa entender que foi eleito por esta Casa".
No final, João Fontes falou que a Câmara deve repelir julgamentos sumários e repetiu a sugestão para criação de uma comissão para ouvir Paulo Marinho sobre as acusações que fez ao presidente do STJ e que, se elas forem comprovadas "devemos pedir a cassação do Presidente do STJ e reverter essa situação".