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Feira do Anjo da Guarda é abandonada pela administração de Tadeu Palácio

Fonte: Edição 16
Data de Publicação: 11 de agosto de 2005
 
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A feira do bairro Anjo da Guarda não é diferente em nada das outras que existem espalhadas pela periferia da cidade. Tidas como estorvos administrativos pelo exprefeito Jackson Lago, as feiras tiveram suas administrações entregues às associações de feirantes de cada bairro. A única responsabilidade que sobrou para a Prefeitura foi a da limpeza da feira. E é exatamente esse o mais crônico dos muitos problemasqueafligemcomerciantes e usuários do lugar.

O mau-cheiro e a sujeira incomodam feirantes e fregueses da feira. "A poluição aqui, além de física, é, também, visual", denuncia Antonio Lopes, para quem o problema decorre da falta de uma ação enérgica da Prefeitura. Alguns comerciantes já tentaram resolver o problema através da Semturb, como fez Wellington Cardoso, mas não obtiveram resposta. Os órgãos municipais, e, principalmente a Semturb, não querem nem aproximação com as feiras. Segundo ele, "feiras não dão voto, só tiram".

O funcionamento da feira vai somente até as 13h, e só após esse horário os próprios feirantes fazem a limpeza de seus estabelecimentos e da área interna da feira. É aí que o lixo e a sujeira escorrem por toda a rua. "Já reclamamos para a administração, mas não fizeram nada", diz José Antonio Pinheiro, que mora em frente à feira e já não agüenta essa situação.

Esgoto a céu aberto

Segundo a presidente da Associação dos Feirantes do Anjo da Guarda, Flordeliz Almeida Amorim, não existe esgoto na feira nem no bairro. "Existe um hospital nas proximidades da feira. Quando da sua construção, fizeram uma galeria, mas de vez em quando o esgoto escorre pela rua", confessa Amorim, lembrando que a responsabilidade pela ausência de uma rede de esgoto no bairro é do Governo do Estado, que cobra pelo que não é oferecido à população.

A Rua do México, nas imediações da feira, é outro exemplo do descaso da Prefeitura. Há muito lixo e quase nunca ele é recolhido. Flordeliz recorda que a Limpfort, empresa responsável pela coleta na área, colocou dois contêineres no local, mas uma vizinha reclamou que demoravam para recolher e o odor que era grande. "Recolheram os contêineres e nunca mais os colocaram de volta. Agora o lixo fica exposto e o local se transformou num verdadeiro viveiro de ratos, baratas e aumentando as chances de doenças" reclamou Wellington Cardoso.

A feira, fundada 1968, nunca passou por nenhuma reforma, conforme informou a presidente da associação, Flordeliz Amorim. Ela garante que, apesar dos problemas, as associações de classe dirigem melhor as feiras que a Prefeitura.

A verba que possuem para fazer qualquer obra vem do Instituto de Produção e Renda - IPR. A Prefeitura somente prometeu a limpeza, mais nada, disse Flordeliz: "O prefeito me prometeu na sua primeira gestão que mandaria limpar a cidade e na segunda, a prioridade eram os mercados e feiras livres, mas até agora não fez nada e se eu não me virar, nada vai mudar. Não tenho mais fé nessa reforma", finalizou.

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