O descaso do governador José Reinaldo com a educação, a implantação do sistema de vigilância eletrônica e a situação do Liceu foram denunciados ontem pelos estudantes da rede estadual de ensino. Alunos de vários estabelecimentos educacionais do Estado fizeram piquetes, interditaram ruas e avenidas em vários pontos da cidade e gritaram palavras de ordem contra o governador.
As manifestações tinham como objetivo, também, denunciar a falta de política educacional, o superfaturamento na compra de livros didáticos revelado por Veja Agora e o atraso do calendário escolar, que prejudica os alunos, impedindo-os de concorrer aos exames vestibulares tradicionais. O movimento integra a programação do Dia dos Estudantes, comemorado hoje, 11 de agosto e contou com o apoio da CES - Central de Estudantes Secundários e do Sindicato dos Professores do Estado do Maranhão - SINPROESEMA. Os estudantes reivindicavam ainda uma audiência pública na Assembléia Legislativa para discutir a implantação do projeto de Segurança Eletrônica nas escolas. Os protestos aconteceram nos bairros do Anil, São Cristóvão e Itaqui-Bacanga e também no Centro, e contou com a participação de cerca de 100 grêmios estudantis e 30 escolas.
Segurança
Além de denunciar a não participação de estudantes, professores, diretores, pais e vigilantes na discussão do projeto de segurança eletrônica, os manifestantes exigiram a formação de comissão integrada por representantes dessas classes para discutir o projeto.
Segundo a estudante e secretária de fiscalização de eventos da CES, Clarissa Almeida, a Secretaria Estadual de Educação não ouviu ninguém para fazer o projeto. "Até hoje ninguém foi ouvido para discutir a instalação da segurança eletrônica nas escolas. Não chamaram ninguém - nem pais, nem alunos, nem professores, nem a direção", reclama.
Os alunos reivindicam ainda a aquisição de material didático nas instituições de ensino. De acordo com Clarissa, até o CINTRA enfrenta esse problema.
A péssima qualidade de ensino é outro alvo das manifestações dos estudantes. Franklin Lima, da Central de Estudantes Secundários diz que "o CINTRA ainda tem um ensino bacana, mas nas outras escolas a situação é precária. As condições dos colégios são ruins", denuncia.