Afirmação foi feita durante bate-boca na Assembléia
A disputa por espaço dentro do Bloco Parlamentar de Oposição – BPO, provocou um acirrado bate-boca ontem na Assembléia Legislativa, entre os deputados Domingos Dutra (PT) e Rubem Brito (PDT). O pedetista se utilizou de todo o tempo regimental destinado ao BPO para atacar o governo do presidente Lula e o PT.
Durante mais de vinte minutos Dutra ouviu em silêncio as acusações de Brito, que disse que o governo petista estava mergulhado em corrupção e não se importava com o Maranhão. A crítica era dirigida à falta de providências do Governo Federal para a conclusão das obras de recuperação da Ponte Marcelino Machado, sobre o estreito dos Mosquitos. Brito, entretanto, enveredou pela generalização e acabou referindo-se aos recentes escândalos envolvendo figuras próximas ao presidente Lula. E criticou duramente o PT.
Govrno corrupto
Dutra sucedeu o deputado Rubem Brito na tribuna e exigiu que o mesmo respeitasse os acordos interpartidários sobre a utilização do tempo regimental. Disse ainda que o pedetista era deselegante ao usar o tempo do bloco de oposição para atacar partidos que integram o mesmo grupo na Assembléia. E endureceu as palavras ao lembrar que “Rubem Brito apóia o governo corrupto de José Reinaldo” e que ele, o governador, também é responsável pelo estado atual da ponte, pois, na opinião do deputado petista, não tomou as medidas que lhe cabem nem cobrou do ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento.
Mesmo dizendo reiteradas vezes que não atacaria o colega do BPO, Dutra cobrou dele isenção ao usar o tempo destinado ao bloco parlamentar, afirmando que Rubem Brito poderia fazer as críticas ao governo do presidente Lula e ao PT durante o horário reservado às explicações pessoais. E foi mais longe: disse que Brito está a serviço do governador José Reinaldo para atacar o presidente da República.
Na tréplica que fez, Rubem Brito atacou Dutra, acusando-o de não honrar compromissos partidários e do Bloco Parlamentar de Oposição. Ele disse que Dutra tem o hábito de descumprir determinações e resoluções discutidas tanto no âmbito do PT, quanto no bloco de oposição na Assembléia, alegando razões de consciência.
Bravatas
Demonstrando que, mesmo no comando das sessões da Assembléia Legislativa, está em campanha para viabilizar seu nome para concorrer ao Governo do Estado com o apoio de José Reinaldo, presidente da Casa, João Evangelista, teve uma recaída populista e pregou a interdição da ferrovia da Companhia Vale do Rio Doce que transporta minério de ferro a partir da Serra de Carajás, no Pará, para o Porto do Itaqui, em São Luís.
Evangelista, em mais uma de suas inúmeras bravatas, disse que caso fracassem as negociações para a conclusão imediata da Ponte Marcelino Machado e a construção de uma nova ponte sobre o Estreito dos Mosquitos, vai pregar a interdição da BR-135 e da Ferrovia Carajás.