O técnico Raimundinho Lopes não é mais o treinador do Moto Clube de São Luís. A diretoria do Papão do Norte decidiu manter o preparador físico Arlindo Azevedo no cargo, em virtude do ex-jogador e agora ex-técnico ter que se demorar na viagem que faz à Tunísia e que deve se estender à Arábia Saudita.
Raimundinho, que é empresário de jogadores e vinha atuando como comentarista esportivo, foi contratado pelo Moto para tentar interromper a série de vitórias que o Imperatriz vinha tendo sobre o rubro-negro no Campeonato Estadual. O técnico não conseguiu impedir o título do Imperatriz e ainda viu o campeão maranhense derrotar o Moto uma vez mais, agora em jogo válido pelo Grupo 4, da Série C, do Campeonato Brasileiro.
No último domingo, o preparador físico Arlindo Azevedo, que já treinou várias equipes do futebol maranhense, comandou o Moto Clube no jogo contra o Tocantinópolis, no estado do Tocantins. O Moto arrancou um grande resultado ao derrotar o time tocantinense por dois a um, jogando na casa do adversário, e ficando em segundo lugar na classificação geral do Grupo 4.
A informação passada aos jornalistas dava conta que Raimundinho Lopes chegaria ao Brasil no domingo passado, indo se juntar ao elenco rubro-negro na cidade de Tocantinópolis. A decisão do treinador de estender sua permanência no exterior por mais alguns dias foi o que pesou na decisão da diretoria do Moto de rescindir seu contrato e efetivar Arlindo Azevedo no comando da equipe.
Decisão do TJD
O Tribunal de Justiça Desportiva vai voltar a se reunir esta tarde, na Federação Maranhense de Futebol, no Palácio dos Esportes para julgar, em segunda instância, todos os envolvidos na briga envolvendo jogadores do Moto e Imperatriz no último jogo da decisão do Campeonato Maranhense.
A sessão marcada para a última sexta-feira acabou suspensa pelo presidente do tribunal José Ribamar Marques, depois que auditores e procuradores do TJD se envolveram numa briga que só terminou com a presença da polícia.
No julgamento de primeira instância a Comissão Disciplinar puniu os jogadores, dirigentes e o próprio árbitro do jogo e determinou a perda dos pontos das duas equipes, e a perda das respectivas partes na renda.
Esse julgamento anulou o título ganho pelo Imperatriz. Cinco dias depois José de Ribamar Marques concedeu efeito suspensivo aos jogadores, dirigentes e confirmou o título do Imperatriz.