Deputada diz que José Reinaldo assina sentença de morte de pacientes com câncer
Há muito tempo o Hospital Aldenora Belo, especializado no tratamento do câncer, é assunto na imprensa do estado, em razão das dificuldades enfrentadas e por conta do descaso a que vem sendo submetido pelo Governo do Estado. Ontem, da tribuna da Assembléia Legislativa, a deputada Helena Heluy (PT) fez coro às reclamações e denunciou que no Aldenora Belo começam a faltar medicamentos essenciais para o tratamento dos pacientes. Para Helena Heluy, o descaso com os pacientes do Aldenora Belo é desumano e não pode passar despercebido, principalmente da Assembléia e conclamou os deputados a visitarem a casa de saúde e ver de perto a situação dos pacientes e seus familiares. "Não podemos esquecer que essas pessoas são portadoras de uma das mais trágicas doenças, o câncer".
Segundo a deputada, o governo estadual tem deixado de repassar recursos para o Aldenora Belo e isso só aumenta o sofrimento de quem está ali para tentar se curar. Em seu discurso, a deputada petista chegou a dizer que a troca do medicamento Arimidex por outro mais barato é recebida pelos pacientes como uma sentença de morte. O medicamento permite aos pacientes em tratamento oncológico levarem uma vida normal. "Não posso aceitar que o medicamento seja fornecido somente aos pacientes que estão com a doença em estágio avançado, pois ele alivia a dor dos pacientes e permite mais qualidade de vida para todos os que sofrem com essa trágica doença”, disse Helena Heluy.
A deputada Teresa Murad (PSB) também se manifestou em relação à situação do Hospital Aldenora Belo. Ao Veja Agora Teresa lamentou que a decisão de suspender os recursos do estado para o Hospital Aldenora Bello tenha razão meramente política. A direção da instituição teria se recusado a manter, entre seu corpo diretor, um funcionário indicado pela Secretaria de Saúde. Segundo a deputada do PSB, o governador José Reinaldo vinha transformando a fundação num cabide de emprego e onerando de forma substancial os cofres do hospital.
Teresa Murad concorda com a deputada do PT e disse que a comissão de saúde precisa se empenhar mais e tentar ajudar na liberação de mais recursos para o hospital. Para ela, a falta do medicamento não é nem de longe o problema mais sério vivido pelo Aldenor Belo, relegado pelo Governo do Estado. Veja Agora apurou que a médica Célia Dino Cosseti, diretora do hospital, se recusou a politizar a fundação e, em represália, o governador mandou suspender os repasses. Os pagamentos referentes a junho e julho ainda não haviam sido regularizados até o início deste mês.