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Um governador em busca de um partido

Fonte: Edição 23
Data de Publicação: 19 de agosto de 2005
 
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Praticamente expulso do PTB, com dificuldades para entrar no PP e sem espaço no PSDB, José Reinaldo pode acabar no PDT

Enquanto os jornais dão que o governador José Reinaldo já está com tudo certo para filiar- se ao PP, fontes ligadas ao presidente da Câmara dos Deputados e cacique- mor do partido, em Brasília, Severino Cavalcanti, dizem que há dificuldades para acertar a entrada do governador e da mulher. O PP é a última opção antes de tentar o PSB e o PDT, já que não tem espaço nos partidos “preferenciais”. Foi praticamente expulso do PTB, cujo controle no estado voltou para as mãos dos irmãos Pedro Fernandes e Manoel Ribeiro; não conseguiu se ajeitar no PSDB – que já tem muita gente disputando espaço de líder, e não tem como voltar ao PFL, partido do qual fez parte por pelo menos 15 anos.

José Reinaldo não teve sucesso em sua peregrinação por Brasília. Severino Cavalcanti disse que a decisão a respeito da entrada do governador, da mulher e outros familiares dependeria de acertos com o suplente de deputado federal Elizeu Moura. Reinaldo teria proposto a Elizeu Moura que entregasse a direção regional do PP a ele, Alexandra e ao sobrinho Marcelo Tavares. Em troca, o partidoreceberia secretarias de Estado. Elizeu não topou. Disse que se a família reinaldista desejasse realmente entrar seria como qualquer pessoa.

O governador e a primeira- dama tentam agora negociar com a direção do PSB. A previsão é que também não tenham sucesso. Por ser um partido estreitamente ligado ao presidente Lula, com José Antônio na vice-presidência, e com o possível ingresso do ex-governador Cafeteira estaria inviabilizada a intenção do governador de tomar o partido, por mais que os deputados Ribamar Alves e Chico Leitoa prometam dar a ele a direção estadual. Só restará o PDT e, naturalmente, sem nenhuma participação na direção.

José Reinaldo e Alexandra querem, de qualquer jeito, o comando de uma legenda que tenha alguma certa representação nacional. O casal governamental não admite que, como comandantes do governo, não tenham poder decisório no partido que vierem a ingressar. E a lógica para isso é evidente. Se não detiverem o controle de pouco lhes valerá a máquina do governo. Só que os seus “aliados” também sabem disso e demonstram que querem José Reinaldo e Alexandra reféns deles e não o contrário.

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