A existência das feiras clandestinas que ocupam ruas, avenidas, calçadas e outros espaços públicos, atrapalhando o trânsito de veículos e a passagem de pedestres levou o Ministério Público a reunir representantes do Conselho Comunitário da Cidade Operária e da Associação dos Comerciantes da Cidade Operária com dirigentes do Instituto de Produção e Renda - IPR, Vigilância Sanitária, Policia Militar e secretarias do município para discutir medidas para o disciplinamento do comércio no local.
O funcionamento desordenado de feiras em espaços não destinados a esse tipo de comércio existe principalmente na periferia da cidade. Na Cidade Operária, por exemplo, as bancas são colocadas em frente ao hospital, o que é inadequado, segundo o Código de Postura do Município que determina a distância mínima de 200m entre feiras e hospitais.
Segundo Roberval Trindade, presidente da Associação dos Comerciantes da Cidade Operária, as bancas estão a menos de dois metros do muro do hospital. Nos finais de semana os problemas causados por essas feiras se agravam, porque além dos feirantes do bairro há vendedores de outros pontos da cidade e até de São José de Ribamar que não possuem as mínimas condições de higiene e deixam o lixo acumulado nas ruas. "Isso não pode continuar assim, a saúde começa pelos alimentos", afirmou Sebastião Barbosa, presidente do Conselho Comunitário da Cidade Operária.
O trânsito fica ainda mais desorganizado porque vários caminhões ficam estacionados no meio da rua para a venda de produtos. São três feiras espalhadas pela área, localizadas nas proximidades do 6º Batalhão da PM, PAM Cidade Operária e da Igreja e Escola São José Operário.
Sujeira
Dentro da feira a situação não é tão diferente. Assim como em todas as feiras da capital, a sujeira e o abandono físico são visíveis. Por causa dessa situação, representantes do bairro entregaram um abaixo-assinado ao MP pedindo a retirada das feiras clandestinas e organização desses espaços.
Na reunião de ontem, ficou acertado que os donos das bancas não serão retirados ainda, nem o mercado será reformado. Os participantes decidiram confeccionar uma cartilha informativa com dicas de prevenção e utilização correta dos espaços destinados às vendas. Ela será elaborada para distribuir aos moradores e feirantes do bairro, no dia 26 outra reunião será feita para definir o conteúdo da cartilha.
O papel da promotoria é mediar as negociações e buscar junto aos órgãos municipais medidas para solucionar o problema.
Roberval Trindade saiu satisfeito da reunião porque acha que agora os feirantes terão uma parte dos problemas resolvidos, "daqui um tempo a Feira Cidade Operária será um modelo de organização para as outras feiras da capital", é o pretende o Roberval.