Membros do time que marcou história no Rubro-Negro, os campeões mundiais Andrade e Adílio encabeçam a comissão técnica. O objetivo é dar mais "rubro-negridade", como gosta de dizer o presidente Márcio Braga, para ascender na tabela do Campeonato Brasileiro - atualmente, o time ocupa a 19ª colocação, com 20 pontos.
"Temos uma história muito bonita aqui. Passo diariamente para eles o que foi o Flamengo daquela época. Tenho muita história para contar e quero que os jogadores entendam qual é o significado de estar neste clube", disse Adílio, na Gávea desde a infância. Normalmente relegados a rodas de bobo enquanto o técnico Celso Roth instruía os titulares, os jogadores reservas ganharam um 'treinador'. Antes de cada coletivo, Adílio reúne o time B e os instrui como deverão atuar.
Segundo o auxiliar de Andrade, a medida dá mais senso de grupo a todos: "Eles precisam entender que não existem apenas 11 jogadores no Flamengo. Todos são importantes. Tem de haver um sentimento de grupo, de união. Sem gente de cara amarrada".
Uma das primeiras medidas de Andrade quando foi efetivado no comando foi transferir os treinos de sábado, que nos últimos anos aconteciam de manhã, para a parte da tarde.
A tática objetiva aproximar o quadro social do clube dos jogadores. O procedimento era utilizado na "Era Zico". "A empatia que eu e o Adílio temos com a torcida com certeza vai ajudar muito. Muitos torcedores acompanharam a nossa carreira e sabem como contribuímos para o sucesso do Flamengo", afirmou Andrade.
Andrade não nega a influência do que viveu no passado para trilhar sua caminhada no Flamengo. De fala mansa, ele quer convencer os jogadores de que a melhor forma de atingir os objetivos é não inventar.
"Quero o estilo dos anos 80 aqui. Temos que trabalhar a posse de bola. Quero o time simplificando a jogada para voltar a ser empolgante. Levar os jogadores no papo é melhor do que pegar pesado", alfinetou o novo técnico.