Em entrevista ao Veja Agora, a titular da delegacia do município de Bequimão, delegada Renata Bessa revelou que vingança foi a justificativa dada pelo incendiário Alexandro Ribeiro, conhecido como "Penha", para tocar fogo em residências naquela cidade. Mostrando total desequilíbrio, Penha confessou que ateou fogo na casa da lavradora Darlene Tavares Melo, após ser flagrado mantendo relações sexuais com o cachorro dela.
"Ele ficou com tanta raiva da dona do cachorro que esperou que a casa estivesse sem ninguém e escalando a parede, entrou pelo telhado, ateou fogo em todas as camas pára, em seguida, matar o cachorro", revelou a delegada. Penha foi autuado em flagrante por crime de furto qualificado, dano qualificado com uso de produto inflamável, além da lei 9.605 - crime ambiental contra fauna -, em razão da prática de zoofilia.
Depois da prisão de Penha, no curso das investigações, as demais vítimas tiveram coragem de denunciar as ações incendiárias do acusado. Ainda segundo a delegada, a residência da lavradora Joana Penha foi queimada depois de um desentendimento entre o marido de Joana e o padrasto dele.
Já a carroça de Valdemir Melo Coelho foi incendiada depois que os irmãos do carroceiro descobriram que Penha era autor do furto de uma bicicleta e que as peças do referido objeto estavam enterradas dentro de um mangue.
"Na verdade, ele agia dessa forma para que as pessoas da localidade Estiva tivessem medo dele. Ele se intitulava o dono da localidade", finalizou a delegada. Na próxima semana, Renata Lessa vai solicitar que seja realizado o exame de sanidade mental do acusado.