Obter um maior conhecimento da economia do Estado, com informações adequadas à Nomenclatura Comum do Mercosul – NCM -, que serve para identificar os produtos locais. É esse o resultado mais visível do Cadastro Industrial 2005, concluído recentemente pela Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (Fiema), por meio do Centro de Assistência a Média e Pequena Indústria (Campi).
Além de adotar a NCM, o cadastro também traz informações como a identificação de atividades, pedida pela Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE). Segundo o secretário executivo do Campi, Afonso Sergio Ferreira, o cadastro traz uma síntese do que foi levantado em cada empresa.
“Ele deverá servir como parâmetro para um diagnóstico amplo da atividade industrial maranhense. O cadastro abrangeu empresas devidamente registradas e regularizadas no Estado. As que se encontram na informalidade ficaram de fora, como no cadastro anterior, já que não deram retorno às questões apresentadas pelos pesquisadores”, explica Afonso Sérgio.
Na pesquisa, os aplicadores procuraram, primeiro, checar os dados contidos na versão anterior, para confirmar a existência da empresa ou para acrescentar as alterações. Nessa fase houve a exclusão de um número significativo de firmas em razão de não serem encontradas nos endereços declarados no cadastro anterior ou por já estarem inativas.
“A parceria com as Associações Comerciais e Industriais do interior do Estado foi fundamental, pois elas ajudaram na identificação das unidades industriais de suas regiões. Os dados também foram obtidos através de consulta à Secretaria da Fazenda Estadual”, relata o secretário executivo.
As indústrias do Estado, quanto ao número e porte, estão representadas, em sua grande maioria, pelas micro-empresas, seguidas pelas pequenas e, em percentual bem menor, pelas médias. São somente 13 (treze), as empresas classificadas como grandes por número de empregados – acima de 500.
As micro-empresas representam 65,25% do total pesquisado e oferece 8,21% dos empregos do setor, enquanto as grandes, que representam apenas 0,6%, ocupam 30,71% do pessoal contratado. As pequenas, representando 30,55% do total, ocupam 32,53%, e as médias, com 3,6%, ocupam: 28,55%. A maior fatia de empregos é oferecida nas seguintes atividades: Construção civil, Produtos Alimentares, Minerais não metálicos e Metalurgia (ver gráfico).
Software
O Cadastro Industrial vai ser apresentada em Cd-rom, para permitir a atualização constante dos dados. O trabalho de identificação será permanente para abranger os novos empreendimentos industriais. As informações também estarão disponíveis aos interessados em acompanhar um software compatível com o MS Access que traz múltiplas opções de busca e geração de relatórios, onde o usuário poderá definir o modo como os dados constantes na pesquisa devem ser apresentados.
Para atingir o maior número de empresas industriais, a Fiema vai utilizar recursos materiais e técnicos disponíveis. Todo usuário poderá acessar o cadastro em meio eletrônico, sem depender de versão impressa, publicada anualmente.
Essas características fazem o Cadastro Industrial ter condição de atender às diferentes consultas, quer via Internet, quer através de relatórios especiais produzidos pela FIEMA, como tabulações cruzadas, análises setoriais, quer via geração de listagens setoriais e etiquetas, distribuídas em discos.