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Um bando de parasitas contra a maior tradição

Fonte: Edição 25
Data de Publicação: 21 de agosto de 2005
 
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Um bando de parasitas contra a maior tradição

I

Minha terra tem palmeira
Onde canta o sabiá
E durante o mês de julho
Tem o Vale festejar
Promovendo a maior festa
Da cultura popular

II

Não permita que este encanto
Que nos enche de emoção
Seja tão discriminado
Por pessoas sem visão
Um bando de parasitas
Contra a maior tradição

III

Com firmeza no cantar
Eu digo sem restrições
Que esse verbo vadiar
Junto a outras diversões
É mais fácil de encontrar
No Palácio dos Leões

IV

Não me chame de vadio
Nem sequer eu lerdo sou
Sou boieiro sou poeta
Que canto a ilha do amor
Quem gosta de vadiagem
Ta bem perto do senhor

V

Respeite os nossos talentos
Se não quiser ouvir mais
Porque não somos dementes
Tal aqueles que se faz
Que quando a vaca se manda
O boi sai correndo atrás

VI

Afinal são três anos
Que temos a honradez
De compartilhar com todos
Brincando com altivez
Pelo Vale Festejar
No Convento das Mercês

VII

Quem te viu e quem te vê
Julgando os outros por si
Parecendo pau-mandado
Sem saber se definir
Exercendo a teoria
Numa prática de trair

VIII

Avante nação boieira
Em prol da nossa união
Com a força de uma guerreira
Que nos dá sustentação
Isso é digno de quem ama
Sem fazer perseguição

IX

Ainda tem parlamentar
De um bloco reinaldista
Que vive nos criticando
Sendo o maior parasita
No meio dos puxa-sacos
Completando a comandita

X

Eu vou trancar minha língua
Mas fique de prontidão
Se não quiser ser picado
Não mexa com a classe não
Que quando a gente se junta
É pior que sanharão
Que depois de cutucado
É aquela confusão
Que faz pequeno ou grande
Entrar tudo no esporão

XI

Tanto na ilha do amor
Ou por todo o Maranhão
Nossa terra é muito fértil
De beleza e tradição
E como disse o poeta
É também minha paixão
Por isso seu falador
Não mexa com a classe não
Porque se bulir de novo
Vou te pegar com ferrão

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