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Professores da UFMA vão parar outra vez no dia 30

Fonte: Edição 26
Data de Publicação: 23 de agosto de 2005
 
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Os professores da Universidade Federal do Maranhão- UFMAmarcarampara o próximo dia 30 o início de mais uma greve da categoria, que deve ter a adesão de todas as universidades federais. O indicativo da paralisação foi aprovado ontem à tarde, por maioria simples, durante a assembléia geral dos docentes realizada no auditório Ribamar Carvalho, área de vivência do campus do Bacanga.

O anúncio de greve na Ufma vem sendo feito desde o início de agosto. A deliberação deveria ter ocorrido no último dia 10, também em uma assembléia geral, mas a paralisação acabou por não acontecer. Segundo o vicepresidente da Apruma, Welbson Madeira, a reunião de ontem contou com a presença de 70 professores.

Durante a assembléia dois grupos se formaram: um contra e outro a favor da greve. No final da reunião, a maioria, 40 professores, escolheu por cruzar os braços no próximo dia 30, havendo apenas uma abstenção. “Aproveitamos a ocasião também para eleger uma comissão de mobilização que vai se reunir no dia 29 e propor as atividades que vamos desenvolver durante a paralisação”, informou Madeira.

A pauta de reivindicação da Apruma não teve alteração. Os professores continuam exigindo reajuste salarial de 18%, calendário de reposição das perdas salariais referente ao governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e a incorporação das gratificações aos salários.

O Governo Federal anunciou que, ao invés dos 18%, concederia apenas 0,1%, índice que os professores da Ufma consideram inaceitável. No dia 30, também estará em andamento uma reunião com as instituições de classe dos professores universitários de todo país para uma nova tentativa de negociação. “Mas é quase certo que o governo não voltará atrás e que vai ter mesmo greve”, descarta Welbson Madeira.

A Apruma reivindica a incorporação das gratificações aos salários em razão da necessidade de nivelamento de salários entre os docentes concursados, na ativa, substitutos e inativos. Hoje, 60% dos salários do professores são pagos em forma de gratificação, o que acabará por prejudicar, principalmente, os aposentados e substitutos, já que os mesmos recebem o correspondente a 65% do valor da gratificação.

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