No Jornal Veja Agora de 31/07/05 li e vi personalidades da sociedade e do escalão do governo envolvidas em escândalos de compra de livros sem licitações, deixando mais uma vez nosso Estado e nossa gente passar por necessidades, enquanto certas madames deitam e rolam no dinheiro.
Que vergonha para essas mocinhas que querem estar sempre por cima, nas páginas das colunas sociais! Acredito que o lugar dessas pessoas não seria nas colunas, mas sim atrás das colunas, para não dizer diretamente atrás das grades.
Já está na hora de dar um basta nessa corrupção que assola nosso país e nosso Estado. Vocês estão brincando de batizado de bonecas e cachorros, enquanto muitas mães de família não têm condições de batizar seus filhos. Já chega de festas, procurem trabalhar honestamente, dando exemplo para a sociedade e para seus filhos, fazendo um trabalho social que, de fato, beneficie a pobreza. Isso sim é nobreza.
Caráter, vergonha, responsabilidade são ensinamentos que nossos pais nos legaram. Basta de noitadas à custa do dinheiro do povo, procurem lembrar que nossa vida não é eterna. Olhem para os mais humildes, repartam com eles esse dinheiro que é do povo.
O termo madame para mim é muito esquisito e, como senhora que sou, prefiro ser chama assim e não de "madame" de maus procedimentos.
Quando vim para São Luís em 1966, o Governo do ex-governador Sarney estava terminando e assisti a despedida na Praça D. Pedro II. O povo todo aplaudindo, com lenços para cima. Dona Marly era chamada de senhora ou primeira-dama do Estado. No governo de Nunes Freire dona Delcy era chamada de primeira-dama.
No governo de Pedro Neiva de Santana, dona Enei era chamada de primeira-dama. No de João Alberto, dona Teresinha, primeira-dama, assim como dona Gardênia, que era e é bastante respeitada, também era também grande primeira-dama e senhora.
Foram mulheres que atuaram na Febem e na sociedade com responsabilidade em prol dos humildes. Hoje só se vê briga e festa como se o Palácio fosse "casa de comadre". O Palácio é do povo. Tudo isso passa.
Senhoras madames das compras de livros sem licitações, comprem o livro do secretário de Educação de São Paulo, Gabriel Chalita, homem de Deus, chamado "Educar em Oração". Leiam e coloquem em prática. Preço: R$ 18 cada. Senhoras madames, poder significa servir e não pisar em alguém. A ética deve ser vivida tanto na política quanto na família.
Roseana não tinha tempo para fazer festanças. Participava e participa da cultura do Maranhão com o povo e não fazia festa para casais no Palácio. Fostes traída, Roseana. Mas, volta, pois o povo do Maranhão te ama. Tu és guerreira. És do povo, ama o povo e tem cheiro do povo do nosso Estado. Tu és digna de governar nosso Estado. Conte conosco.
Por: Rosa da Silva