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Ivar Saldanha, uma ilha rodeada de esgoto


Fonte: Edição 34
Data de Publicação: 1 de setembro de 2005
 
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Esgoto por todos os lados, lixo e falta de ilumina ção são problemas que incomodam os moradores da Ivar Saldanha e remetem ao descaso da prefeitura para com mais um bairro da capital.

Na rua Jorge Damous, divisão do bairro com o Barreto, os moradores já se cansaram de solicitar da Caema reparos no sistema de esgoto, "já reclamamos demais. Um dia ajeitam e noutro estoura de novo", disse o comerciante Cloves da Silva. Morador há 12 do Ivar Saldanha ele disse que o bairro já foi pior, mas apesar das poucas melhorias ele vai se mudar dela.

O esgoto escorre ao longo da rua cheira de buracos e ondulações e mais embaixo se encontra com outro no canto da rua Santos Neto. Henrique Rodrigues, morador há 25, anos reclama que nunca resolveram esse problema. Na rua onde ele mora ainda existem outros problemas como a falta de iluminação que torna o trecho perigoso para quem passa pelo local à noite, "estão assaltando até durante o dia, mas a noite é pior por causa da escuridão", afirmou. Esse problema é comum em outras ruas do bairro.

A segurança é algo prec ário porque raramente passam viaturas nos horá- rios mais necessários, disse Alaíde Carvalho. Fatalmente, nesses últimos dias por falta desse mecanismo de inibição, o bairro foi notícia por causa da morte de um garoto de 15 anos que reagiu a um assalto.

De volta à rua Jorge Damous, umas "ruínas" que seriam da Secretaria da Educação do município, há mais de dez anos estão servindo apenas para abrigar sujeira e meninos que se drogam. A obra, segundo moradores, foi conclu- ída, mas com o abandono, aos poucos os materiais foram roubados. O mecâ- nico Nilson Pereira Jansen, vizinho dessa obra, disse que o local é perigoso, "só serve para moleque cheirar diamba", contou.

Para quem aproveita o local como abrigo, não acha perigo nenhum. É o caso do pedreiro Waldeci Livramento. À tarde ele e um grupo de amigos estavam reunidos numa espé- cie de intervalo, e todos eles confirmam que o servi ço foi concluído, mas não implantaram a secretaria e os materiais foram roubados sobrando apenas espa ço para o lixo dos moradores e carroceiros.

Atrás do colégio, um lixão é o alvo de denúncias. "Vêm moradores de outras ruas e jogam cachorro morto, móveis velhos e entulhos", disse Lílian Costa.

Para contrapor a essas adversidades que são quase comuns em todos os bairros da capital, o com ércio local é bem servido e por ser localizado próximo ao centro e entre dois bairros bastante movimentados, João Paulo e Alemanha, o bairro é bem servido de transporte coletivo.

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