A média de atendimento no Hospital Aldenora Belo é de 9 mil pacientes por mês. O atendimento inclui, desde consultas, quimioterapia, exames e cirurgias.
São 450 internações, 800 quimioterapias, 350 cirurgias e 5.400 aplicações de
radioterapia mensais. Com a utilização do acelerador linear, um dos equipamentos que se encontram obsoletos, o número dessas aplicações duplicaria, chegando a 11.000 radioterapias mensais, segundo o diretor administrativo do hospital.
Para Generoso, o Aldenora Belo é o único hospital que faz o serviço de oncologia (tratamento e diagnóstico do câncer) no Estado. Generoso afirma que o Maranhão é o pior estado em tratamento de câncer do Brasil, só perdendo para o Acre, que não possui o serviço. Segundo o diretor, isso acontece devido à capacidade do hospital, que só atende 9% da necessidade do Estado.
Generoso lamenta o pouco interesse do poder público em disponibilizar recursos para o funcionamento dos aparelhos ociosos. Com a utilização dos equipamentos, aumentaria a capacidade de diagnóstico e uma quantidade maior de pacientes poderia ser tratados, aumentando também a expectativa de vida do paciente. “A conduta seria mais rápida e haveria uma diminuição da evasão de pacientes para o Piauí, Pará e Tocantins”, assegura o diretor.
De acordo com o Generoso, atualmente muitos recursos que deveriam vir para o Maranhão para o tratamento de câncer vão para o Piauí. O Estado transfere recursos em torno de 500 a 800 mil reais por mês para o Piauí por não ter condições de atendimento. “É menos dinheiro para o Maranhão que perde porque deixa de investir na área de saúde”.