Continuam na estaca zero as investigações a cerca do suposto seqüestro do estudante Daniel Medeiros, 18 anos, filho do empresário José Luís Medeiros, proprietário da empresa Taguatur e presidente do Sindicato das Empresas de Transporte - SET, ocorrido na noite de domingo (4), na Avenida Litorânea.
As investigações, coordenadas pessoalmente pelo secretário de Segurança, Raimundo Cutrim, ainda não conseguiram apresentar resultados. Segundo informações do delegado José Maria Melônio, da Delegacia Estadual de Investigação Criminal - DEIC, os trabalhos estão sendo realizados de forma ininterrupta, mas a redução do número de agentes, em razão do feriado prolongado, está dificultando a checagem das informações que estão sendo levantadas.
O delegado negou que houvesse sido feito o pagamento dos R$ 2 milhões pedidos pelos seqüestradores para libertar o estudante. Entretanto, ele não conseguiu explicar como os possíveis autores teriam liberado Daniel "ao perceber a presença da polícia", conforme foi divulgado, se até agora a própria polícia não conseguiu identificar com precisão o local do cativeiro.
O delegado também não soube dizer quem seriam os suspeitos de envolvimento no seqüestro, apesar da polícia ter divulgado ter realizado algumas prisões, mas que essas pessoas teriam sido liberadas em seguida por falta de provas. A única coisa que a polícia diz ter certeza é que os autores do seqüestro são todos maranhenses e que há entre eles uma mulher, que teria atraído o rapaz para o golpe.
O seqüestro
Daniel foi atraído à Avenida Litorânea por uma desconhecida, dizendo que tinha o visto em frente ao Ceuma. Ele foi ao encontro e foi surpreendido por dois homens que o colocaram no porta-malas do seu Fiat Styllo. Daniel disse que pensou que fosse um assalto comum.
O primeiro contato feito pelos seqüestradores aconteceu às 3h30 de segunda-feira. Pediram R$ 2 milhões para liberá-lo
A polícia e a família garantem que o jovem foi liberado sem o pagamento do resgate. Daniel foi deixado em um terreno no Araçagy. Sem noção de onde estava e se havia alguém por perto, ele dormiu no local e somente pela manhã conseguiu se desamarrar e voltar para casa.