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Comunidade da Cidade Operária protesta contra posto de saúde fechado



Data de Publicação: 10 de setembro de 2005
 
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Moradores da Cidade Operária fizeram ontem pela manhã uma manifestação de protesto contra o não funcionamento do Posto de Saúde Comunitário da unidade 201, situado na avenida Oeste Interna, em frente ao residencial São Luís. O posto, que anteriormente era administrado pelo Governo do Estado, teria passado para a administração da Prefeitura de São Luís, que se comprometeu a executar uma reforma e entregar a unidade de saúde à comunidade até o mês de setembro. A informação é do presidente da União de Moradores da Cidade Operária e Adjacências - UMBRACOPA, Francisco Monteles.

Segundo Monteles, até agora nada teria sido feito. Instalado ao lado do CAIC - Centro de Atendimento Integrado á Criança, o posto é a imagem do abandono. O mato cresce livre ao redor da construção cujas paredes sujas e desbotadas denunciam a falta de manutenção, enquanto o lixo se acumula em alguns pontos.


De acordo com o presidente da União de Moradores, o posto era o Anexo I do PAM - Posto de Atendimento Médico da Cidade Operária. Segundo Monteles, o posto já funcionava, inclusive com atendimento de pediatria, clínico geral e outros. Até que em novembro de 2004 alguns líderes comunitários que não têm qualquer vínculo com a saúde retiraram os equipamentos do local. "Eles desativaram o posto sem que a comunidade tomasse conhecimento", denuncia.

Segundo o presidente da União, a comunidade cobrou uma posição do prefeito, já que o Governo do Estado diz que a saúde municipal é obrigação da prefeitura e que o secretário municipal de saúde, Edmundo Gomes, teria mandado fazer uma vistoria no posto prometendo uma reforma para adequar o local às normas do Programa Saúde da Família-PSF, do Ministério da Saúde. Isso teria sido no início do ano. Até agora nada foi feito.

Divergências

Para a presidente da Associação de Moradores da 201 da Cidade Operária, Josenira Sousa Silva, a Morena, como é conhecida, o diretor do PAM do bairro é que teria mandado tirar os equipamentos do posto. Morena afirma que o secretário Edmundo Gomes propôs um termo de adesão através do qual a Associação, junto com a comunidade, passaria o posto para a administração do município, o prazo para a reforma do posto seria de cinco meses, ou seja, este mês a unidade já deveria estar funcionando. Segundo Morena, a supervisora da Secretaria de Saúde diz que a comunidade não deve se preocupar, que embora tenha havido atraso, está tudo encaminhado.

Não é o que informa Évila Ribeiro, coordenadora do PSF da Secretaria Municipal de Saúde. Segundo a coordenadora, o que existe é uma solicitação da comunidade para que a Prefeitura assuma a administração do posto, mas que, por enquanto, a unidade de saúde não pertence ao município. "A população fez a solicitação. Estamos tentando incluir dentro do orçamento municipal para o próximo ano".

Évila diz não saber exatamente de quem é a administração do posto. Sabe que ele faz parte do complexo que inclui creche e quadra poliesportiva e que o atendimento do posto era gerenciado pelo Estado. “A Prefeitura tem intenção de assumir, mas ainda não assumiu", disse ela

Atendimento precário

Enquanto Governo do Estado e Prefeitura não decidem, a população reclama. Segundo a agente comunitária de saúde Luzinete Tavares, a população hoje é assistida pelo PAM da Cidade Operária, que é longe, e não está completamente atendida.

De acordo com o presidente da União de Moradores, o PAM trabalha precariamente. A emergência só funciona das 8h às 16h e não tem ambulância. "Esse posto era muito importante para a comunidade. Muita gente era atendido aqui. Muitas crianças", lamenta.

Luzinete diz que já foi definido pelo próprio secretário de saúde do município que a Prefeitura iria tomar conta do posto, inclusive formando quatro equipes. Dizem que mandaram ofício para o Ministério da Saúde. Mas a alegação é de que a verba ainda não chegou. Queremos providências. O posto continua inútil.

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