Aliados de Severino tentaram subornar empresário, diz revista
Aliados do presidente da Câmara Severino Cavalcanti (PP-PE) tentaram subornar o empresário Sebastião Buani, pivô do escândalo que atinge o titular da Casa, segundo reportagem publicada na edição desta semana da revista Istoé.
No texto publicado no site da revista, relata-se que Buani foi procurado por um mensageiro da liderança do PP com um proposta de suborno de R$ 1 milhão, que teria sido recusada pelo empresário. Ainda de acordo com a reportagem da revista, os parentes e assessores de Buani também foram procurados, com propostas de uma nova licitação para renovar a concessão do restaurante da Câmara, o estopim da crise.
Buani disse que, em troca da exploração de restaurantes, entregou ao deputado entre R$ 110 mil e R$ 120 mil até 2003. Segundo o empresário, para continuar com a concessão do restaurante Fiorella, na Câmara, ele pagou R$ 40 mil a Severino em 2003.
O empresário ainda contou que Severino foi o único parlamentar a receber o pagamento - entregue pelo próprio empresário ou por seus funcionários. Ele explicou ainda que os pagamentos eram feitos em dois ou três dias, de acordo com a arrecadação dos restaurantes. Apenas um deles - ao todo foram sete ou oito - foi feito por meio de um cheque do Bradesco.
O presidente da Câmara negou vezes as denúncias e vai conceder entrevista hoje à tarde para responder às acusações.
Paulo Maluf e seu filho Flávio presos na Polícia Federal
Até o fechamento desta edição, o ex-prefeito Paulo Salim Maluf, 74, e seu filho Flávio ainda estavam presos na sede da Superintendência da Polícia Federal em São Paulo, na Lapa (zona oeste). Ambos tiveram o pedido de prisão preventiva aceito anteontem pela juíza Silvia Maria Rocha, da 2ª Vara Criminal de São Paulo.
Os advogados de Maluf e Flávio, José Roberto Leal, Ricardo Tosto e José Roberto Batocchio informaram que pedirão pela libertação de seus clientes por entender que "as prisões não tiveram fundamentos jurídicos". Maluf e o filho são acusados de formação de quadrilha, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Se condenados, a soma das penas mínimas é de 8 anos de prisão.
Maluf, ex-prefeito de São Paulo, chegou à PF em um Santana preto, acompanhado por advogados e seguranças e, durante a madrugada, passou por exame de corpo de delito. Visivelmente abatido, Maluf se recusou a falar com os jornalistas. Segundo a assessoria do ex-prefeito, Maluf estava em Campos do Jordão (SP), quando foi informado do pedido de prisão preventiva. Ele deveria ser preso só no início da manhã ontem, mas se antecipou e foi para a sede da PF.
Flávio, que estava em uma fazenda no município de Dourado, interior paulista, chegou algemado à sede da Superintendência da PF por volta das 8h30, acompanhado por agentes federais. A exemplo de seu pai, que se entregou horas antes, por