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O dia em que a vaidade maternal traiu Alexandra Miguel



Data de Publicação: 11 de setembro de 2005
 
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Um dia um deputado ansioso por agradar ao casal governamental, prevendo a traição de José Reinaldo ao ex-presidente Sarney, quis colocar o nome da mulher do governador em uma biblioteca Farol da Educação. Orientada pelos marketeiros que a ajudavam na época, a primeira-dama recusou. Fez discurso de que aquilo não era para ela, que ela rejeitava esse tipo de homenagem, que era algo imoral, ilegal e constrangedor. O projeto foi aprovado, mas não virou lei. Rápida, a mídia de sustentação reinaldista, Jornal Pequeno à frente, passou vender Alexandra como a imagem da correção.

No dia 4 de novembro de 2003, o jornal de Lourival Bogéa publicou matéria com o título "Alexandra desautoriza colocação de seu nome em 'Farol da Educação'". No corpo da matéria, Alexandra agradece a iniciativa do deputado (Antônio Bacelar-PTB), mas diz que mandou o secretário da Articulação Política, Marcelo Tavares, cancelar o projeto. Ela não concordava com esse tipo de coisa. Não se pode colocar nomes de pessoas vivas em prédios públicos e logradouros. A atitude da Grande repercutiu vários dias. A mulher sem vaidade e que "respeitou" a lei, foi elevada à alturas pelos puxa-sacos.

Quase um ano depois, a mesma Alexandra, porém, esqueceu a postura. Em 17 de outubro de 2003, no lançamento de um loteamento que levava (informalmente) seu nome na área da Cidade Operária, a primeira-dama fez um discurso diferente. Ela agradeceu a presença das pessoas e se disse feliz por estar começando ali uma área residencial. Afirmou que sentia-se feliz por trabalhar com a comunidade, não como primeira-dama, mas como Alexandra.

Era uma alegria pessoal. "Sou muito feliz de tá podendo fazer alguma coisa (sic). Isso é uma homenagem, de colocar o nome das ruas de minhas filhas. Vai me deixar muito feliz. Vou trazê-las aqui para conhecer quando estiver com a plaquinha com o nome Júlia, Juliana e Eduarda Tavares. Muito obrigado, um grande beijo".

O residencial não se chama mais Alexandra Tavares, agora tem o nome do governador, José Reinaldo. As casas ainda não foram concluídas e não foi feito qualquer serviço de infra-estrutura. Talvez por isso não existam por lá as "plaquinhas" com os nomes da filha da primeira-dama.

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