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Cercado por um Lago de lama o Castelo desmorona soterrando o Rei



Data de Publicação: 11 de setembro de 2005
 
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Em nome dos pais-de-santo
E dos espíritos de luz
A proteção de São Jorge
O Ogum que nos conduz
Não mexa com a nossa banda
Pelo nome de Jesus

Quem fala além do que deve
Não sabe o que lhe convém
Primeiro foi o Boieiro
Agora o Bita também
Teus males são o reflexo
Do ódio que você tem

Vou pedir ao Rei Badé
E ao caboclo Ventania
Pra te ensinar não mexer
Com reino de encantaria
Mais antes viver curando
Que viver sem serventia

Num festival de mentiras
De barganhas e favores
Segue a frente submissa
Tipo cães farejadores
Disputando uma boquinha
Com os outros roedores

Se estão com a prefeitura
E com o governo do Estado
Que oposição é esta
Tal bezerro desmamado
Que almoça com Tadeu
E janta com Zé REInaldo

Bando de "Sassás Mutemas"
Famintos pelo poder
Falando em libertação
Querendo se aparecer
Ladrando em busca de um osso
Para poderem roer

Para se ter um exemplo
É só prestar atenção
Sobre o currículo de Jackson
Diplomado em traição
Cafeteira e Roseana
Foram vítimas do vilão

Chame essa corja da Frente
Coloque tudo no monte
Junte com o seu líder
Misture e depois me conte
Se não são tudo elemento
Do saco e da mesma fonte

Uns verdadeiros bananas
Jogados no mesmo tacho
Que são capazes de tudo
Pra não largarem do cacho
Ficam de cara pra cima
Ou com a cabeça pra baixo
E no meio da catrevage
Quem não é besta é capacho

São traidores tão frios
Que nem sei como fazer
Se empurro a madeira neles
Antes do Bira meter
Ou se chamo Tranca-rua
Que bate pra adoecer

E o grande bajulador
Lourival, o Dr. Peta
Que mudou seu sobrenome
Inspirado no capeta
Tanto mente como chora
Pra fazer parte da teta

E tem sassá que não sabe
Nem mesmo o que vai fazer
E logo o escolheu seu líder
E este é quem vai dizer
Se aceita ou não aceita
Para ele concorrer

E o líder por sua vez
Também não sabe o que faz
Sem a presença da dama
Ele se sente incapaz
O quanto que ela é a Grande
Ele é pequeno demais

E em torno do poder
Ronda a lei do mais sagaz
Entre um Lago cheio de lama
E um Castelo que se desfaz
Com um cardume de traíras
Que nunca se satisfaz

Vou fechar a minha tenda
Com a ordem de Dom João
Mais vou deixar Sete Flechas
Pra ficar de prontidão
Se me provocam de novo
Aí não tem mais perdão

Eu convoco Pomba-gira
Para te dar um rolé
E depois de dar teu nome
Para o Barão de Guaré
Eu falo com rei Leão
Para comer teu filé

Tem mais é que te mandar
Junto com os teus seguidores
Que o Maranhão das palmeiras
E também terra das flores
É onde está nossa Rosa
Honrando nossos valores
Com quem vamos nos unir
Pra expulsar os traidores.

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