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Da Veja e de Roseana



Data de Publicação: 13 de setembro de 2005
 
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Junto com o jornal Folha de São Paulo, a revista Veja é meio de comunicação impresso mais importante do país. A entrevista das páginas amarelas é o espaço mais nobre da publicação. As três páginas já trouxeram entrevistas das mais importantes personalidades do Brasil e algumas das personalidades mais respeitadas do mundo, de artistas a políticos, passando por cientistas, escritores, juristas, esportistas, etc.

Não é qualquer um que se torna o entrevistado da semana de Veja. É preciso ter papel de relevo no cenário nacional. Em outras palavras, deve ser alguém que interesse ao exigente leitor de Veja conhecer mais. Roseana Sarney, comprovadamente, é uma dessas personalidades.

A entrevista que a revista mais importante do país fez com ela (edição que está nas bancas) também pode ser vista como um reconhecimento daquele veículo de comunicação, à inocência dela nos processos montados em 2002, com o fim, único e sujo, de atrapalhar sua ascenção à condição de favorita na disputa pela presidência da República. Volta Veja ao Maranhão para ouvir Roseana sobre ela mesma, sobre suas condições de saúde. Reconhecimento de que um importante personagem da República faz falta ao cenário de Brasília.

Mas, repare o leitor que a revista não veio instigar Roseana a falar mal de ninguém, não lhe buscou opinião sobre Lula, sobre José Reinaldo e nem sobre a primeira-dama dele, que adoraria ser citada - a vez que apareceu na Veja, apareceu como uma deslumbrada que conduzia o marido e fazia festas íntimas e nababescas com banheiras cheias de proseco. Quis a revista semanal mais influente do Brasil saber como está a saúde da senadora. Respeito.

E Roseana foi ela, a de sempre. Quem lê a entrevista entende porque essa mulher tem um carisma imbatível e é amada e reconhecida pelo seu povo pelo carinho que lhe tem. O maranhense admira nela a coragem, a garra e a tenacidade, marca, aliás, do povo do Maranhão. Roseana não se abate e consegue até rir da dor, da doença e do corpo marcado pelas 18 cirurgias. Teve gente que, bem paga e inspirada na inveja que lhe corrói o caráter, como Lourival Doutor Peta Bogéa, que leu a entrevista com maldade. Roseana diz que joga baralho. Ora, joga e ri e se diverte com a família e com os amigos, enquanto convalesce.

São Luís brinca de dominó e é conhecida nacionalmente pelo hobby de jogar damas, tendo produzido os maiores damistas do Brasil. Em casa, como Roseana, as pessoas também jogam baralho. Isso não faz de seu povo um povo pior que os de outros lugares. Diz Lourival que é vício. Irrelevante opinião de um viciado em mentir. Sabe ele que o vício de Roseana é o Maranhão, enquanto que o dele os balcões, os postes e cães que lambem bocas sabem bem qual é.

A entrevista de Roseana na Veja não demonstra apenas que ela tem prestígio e força nacional. É a prova do carisma dela. Brasília precisa de Roseana e sente sua falta, ela está de licença médica no Maranhão. No tempo que ficou aqui andou o estado, falou com o povo, louvou a cultura popular e a levou ao interior. Fez isso suportando dores, fez isso porque o sorriso do povo a faz sorrir também e - talvez não saibam os encolerizados reinaldistas - sorrir é um santo remédio.

E sorrindo e sendo cortejada pelo seu povo anda Roseana Sarney para a frente, pelo bem do Maranhão.

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