O deputado Mauro Bezerra deu o mote: entrou com uma indicação para que o ex-governador João Castelo e o ex-prefeito de São Luís, Jackson Lago, participem de uma sessão especial da Assembléia, em Imperatriz, sobre a criação do estado do Maranhão do Sul. Com a indicação, Mauro Bezerra faz a parte dele no acordo político que motivou a instalação da Assembléia Legislativa na cidade tocantina – Evangelista usa a máquina da AL para a campanha pré-eleitoral dele e o deputado jaquista “equilibra” as coisas misturando Jackson Lago na estratégia.
O primeiro dia da AL em Imperatriz foi uma confirmação do que já era questionado. Evangelista comportou-se como o candidato em campanha, só que usando a estrutura da Assembléia Legislativa, paga com o dinheiro do contribuinte. O povo de Imperatriz está vendo uma festa que nunca imaginara. E o presidente da Assembléia faz o que pode para aparecer e para defender o chefe José Reinaldo e seu governo desastroso – tem em Imperatriz quase 80% de rejeição.
O tempo todo João Evangelista fez promessas e sempre afirmando que as obras e serviços que seriam feitas em Imperatriz teriam a autoria do governo José Reinaldo e da Assembléia, dele, era o que queria dizer, como se deputado e legislativo fizessem obras ou governassem. Como o chefe, Evangelista falou mal da Vale, fez promessas eleitoreiras e se disse a favor do Maranhão do Sul desde quando era vereador. A bordo da máquina pública - a Assembléia é mantida com recursos públicos, João Evangelista, tenta se vender. De lambuja aproveita para fazer propaganda de José Reinaldo e dá carona para Jackson Lago e Castelo também tirarem uma casquinha.
Para contrapor a estratégia de Evangelista, Lago e Castelo se venderem como os padrinhos do Maranhão do Sul, a deputada Teresa Murad também apresentou indicação convidando para participar da sessão especial sobre a criação do novo estado os senadores Edison Lobão, Ribamar Fiquene (em exercício) e o suplente Antônio Leite, todos da região e historicamente comprometidos com o projeto. Para a deputada o debate deve ser feito levando em conta o conhecimento do projeto e as verdadeiras aspirações da população e não como mais uma jogada de marketing dos aliados de José Reinaldo.