Para que tudo volte a ser um "mar de rosas" na Vila Belmiro, o Santos precisa de um atacante jovem, goleador, carismático e irreverente. É isso, pelo menos, o que deu a entender o treinador Alexandre Gallo.
O comandante do Peixe foi hostilizado dentro de casa durante o clássico com o Flamengo no último domingo, quando a sua equipe empatou sem gols e caiu da liderança para a quarta posição na tabela do Campeonato Brasileiro.
"Sobre as críticas teriam que perguntar para cada torcedor, mas a grande maioria está contente. As reclamações partem de poucas pessoas, e talvez por questões pessoais. Nós devemos deixar isso passar", disse Gallo.
O técnico reconheceu os problemas de seu ataque, e deixou claro que mantém vivo o sonho de contar com Vagner Love ainda nesta temporada. O alvinegro ofereceu US$ 13 milhões ao CSKA, mas o clube russo não aceita liberar o atacante antes de dezembro.
"A informação real que nós temos no Santos e que ainda não houve uma negativa oficial por parte do CSKA. Isso nós ouvimos da imprensa", afirmou.
"Eu acho que dentro de toda a remodelação pela qual passamos, conseguimos ficar com um bom grupo. Falta um atacante de muita qualidade ali na frente, mas fora isso o grupo está bem montado", emendou.
A preocupação de Gallo com o ataque é tão grande que ele já traçou uma programação específica de treinos a Geílson e Diego, atualmente os atacantes titulares da equipe.
"Os nossos atacantes têm características diferentes, mas precisam trabalhar muito a finalização. O Diego é rápido e técnico, e o Geílson tem uma boa condição física. E ambos, todos os dias, passam por uma bateria grande de finalizações após os treinos", contou.
Ao tentar justificar o empate dentro de casa, o técnico minimizou o problema dizendo que a diferença para o líder Fluminense é mínima (um ponto).
"Nós também somos líderes. Eu já dizia isso na sexta-feira, antes do jogo. A competição está muito equilibrada. Contra o Flamengo não foi uma partida tecnicamente boa, e eles conseguiram anular os nossos principais jogadores. Mesmo assim criamos cinco ou seis chances para marcar".