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Falta participação



Data de Publicação: 14 de setembro de 2005
 
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Na segunda-feira, respondendo à provocação de um deputado reinaldista, a senadora Roseana Sarney disse que o combate à pobreza, que é um problema conjuntural, pode e deve ser feito pelo conjunto das forças da sociedade, incluindo governador, senadores, deputados, prefeitos e sociedade. Foi durante encontro de prefeitos e parlamentares maranhenses promovido pela Federação dos Municípios do Maranhão - FAMEM.

Ontem, no lançamento da nova etapa do Prêmio Prefeito Empreendedor, o presidente do Sebrae, José de Ribamar Barbosa Belo, disse que no ano passado apenas 28 prefeitos maranhenses apresentaram projetos concorrendo ao prêmio, menos de 13% dos 217 municípios do estado. Segundo o presidente do Sebrae no Maranhão dos 1.101 projetos apresentados em todo o país desde a criação do prêmio, apenas 11% eram dos municípios do estado. Em 2004, o Prêmio Prefeito Empreendedor ficou com o ex-prefeito de Coroatá, Rômulo Augusto Trovão, com o projeto da Escola Agrícola. O prefeito de São Luís, Tadeu Palácio apresentou o projeto Bolsa-Escola, que é nacional. Ficou em terceiro lugar.

Entre a declaração da senadora Roseana Sarney e as revelações do presidente do Sebrae, um ponto em comum: a sensação de que os governantes municipais não têm feito assim tanto esforço para mudar a situação do Maranhão. Como lembrou Roseana, São Luís, a capital, tem cerca de 38% de sua população abaixo da linha de pobreza, apesar da propaganda do PDT, partido de Tadeu Palácio e do ex-prefeito Jackson Lago, afirmar que a capital está mudando. Jackson Lago e o PDT estão no poder há mais de 16 anos.

Ao participar de um projeto como o do Sebrae o prefeito de São Luís apresenta como projeto a apropriação de um programa social do Governo Federal, como se fosse inédito e projetado por ele. Por esse exemplo, pode-se ter uma visão do que acontece em outros municípios maranhenses, onde as prefeituras dispõem de menos recursos financeiros e humanos.

Entretanto, não se pode atribuir a estagnação nos municípios exclusivamente a eventuais deficiências técnicas. É preciso cobrar boa vontade. Para preparar mão de obra, para qualificar assessores, para gastar o tempo com planejamento, projetos e iniciativas. Se isso acontecer, a conjugação de esforços de que falou Roseana deverá resultar em um volume maior de projetos, de mais inserção do Maranhão em programas iguais ao do Sebrae. Pode parecer simplista querer relacionar o Prêmio Prefeito Empreendedor com o desenvolvimento do Maranhão. Mas não é.

Quanto mais projetos forem inscritos mais confiança pode ter o cidadão de que seus governantes preocupam-se em criar alternativas, em realizar projetos que visem o desenvolvimento local. Esse tipo de participação seria emblemática do esforço conjunto sugerido pela senadora Roseana Sarney. E, com certeza, representa a esperança de um Maranhão melhor, porque mais dinâmico a partir de quem tem a obrigação de planejar e realizar as modificações estruturais que o estado precisa - os governos, em todas as suas instâncias.

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