Já está elucidado o crime de homicídio que vitimou o empresário Arnaldo de Assunção da Silva, 50 anos, que residia na localidade Apaco, na Cidade Operária. O empresário, irmão do delegado Arlindo Assunção encontrado morto no dia 6 do corrente, segundo o titular da Delegacia da Cidade Olímpica, delegado Newton Correia foi assassinado pelo desempregado Gilmar Páscoa Pereira e o comparsa dele, Antônio César Pereira, conhecido como "Coco".
Apesar das inúmeras diligências que foram desencadeadas com intuito de localizar e prender, os assassinos, ambos continuavam foragidos até o fechamento desta edição. "Já temos informação onde eles estariam homiziados. A prisão será questão de dias", disse o delegado. "Coco", que já responde a inquérito por crime de tentativa de homicídio na Comarca de São José de Ribamar, estaria escondido na praia de Caratatiua, no município de Paço do Lumiar.
Já Gilmar, apontado como mentor intelectual da ação criminosa, segundo informações dos próprios familiares dele, teria se evadido para a cidade de Barreirinhas. Ele, conforme levantamento da polícia, também já não é mais réu primeiro. No ano passado, em companhia de outros elementos, participou de um crime de latrocínio, onde morreu um taxista, cuja identidade não foi informada pelo delegado.
O motivo do crime
A polícia conseguiu chegar aos autores através de uma denúncia anônima feita ao Centro Integrado de Segurança - Ciop´s. Do outro lado da linha, a pessoa declinou os nomes dos autores, e como a central tem como localizar o local da chamada, repassou a informação à equipe comandada pelo delegado Newton Correia.
Ao chegar à residência dos acusados a veracidade da informação acabou sendo confirmada. O motivo do crime, assim como no caso do taxista foi latrocínio (roubo seguido de morte). A dupla matou para roubar cerca de R$ 1.800,00 que a vítima carregava. Ao lado do corpo, encontrado numa das suítes da chácara, foi encontrado o envelope pardo que era usado para transportar o dinheiro.
Algumas informações, entre elas como os acusados chegaram ao local, a polícia só saberá quando os dois acusados forem presos. No entanto, o delegado informou que Gilmar já era conhecido da vítima, pois anteriormente trabalhou como ajudante de pedreiro em uma propriedade que estava sendo construída pelo empresário.
"Também temos informação que uma terceira pessoa foi convidada a participar da empreitada criminosa, mas desistiu pouco antes que ela se concretizasse", disse Newton Correia. Até o final da semana a polícia espera que essa terceira pessoa já esteja identificada, pois acredita que ela poderá ter informações valiosas. Para facilitar o trabalho da polícia, até o final da tarde de hoje, o delegado representará pela prisão preventiva dos dois acusados.