ExpedienteEdições AnterioresMapa do SiteFale Conosco
EDITORIALPOLÍTICACOLUNASSÃO LUÍSENTRETENIMENTOESPORTEGERALPOLÍCIA
São Luís -
Home » Edições Anteriores » Setembro/2005 » Edição 47 » São Luís

Vila Cerâmica - sem luz, sem asfalto, sem atenção



Data de Publicação: 16 de setembro de 2005
 
Diminuir corpo de textoAumentar corpo de texto

ÍndiceTexto AnteriorPróximo Texto

Situada a cerca de 500 metros da Avenida dos Portugueses, na área Itaqui-Bacanga, a Vila Cerâmica carece de quase tudo que é necessário para tornar digna a vida dos cidadãos. Formada por apenas uma rua, onde se distribuem 87 casas nas quais residem 385 pessoas, a vila é o exemplo do descaso do prefeito Tadeu Palácio e da falta de respeito humano por parte das autoridades.

Em vários pontos da rua sem asfalto, a água imunda e fétida dos esgotos das casas escorre em meio à poeira e às casas pobres, sem qualquer estrutura, muitas de taipa. Ao longo da rua, alguns postes onde não há uma lâmpada sequer, parecem meros enfeites no cenário pobre em que crianças brincam descalças, alheias ao perigo da contaminação.

Um dos fundadores da vila, Francisco Vital dos Santos, 62 anos, carpinteiro, mostra o esgoto que passa no meio das casas. Diz que os moradores já pediram ao prefeito para resolver o problema. "Nunca fizeram nada".

Omissão

O vice-presidente da Associação de Moradores do bairro, Eledilson Silva, 25, autônomo, confirma. Diz que os moradores já fizeram até abaixo-assinado pedindo saneamento, esgoto. "A Prefeitura nunca respondeu".

Mas esses não são os únicos problemas do bairro. Eledilson diz que o posto de saúde mais próximo fica no Bacanga. O transporte só passa na Avenida dos Portugueses, distante pelo menos 500 metros da vila. "Campanha da dengue a comunidade nunca viu", diz.

De acordo com o vice-presidente, político só lembra da vila na época de campanha. Eledilson fala de um vereador que teria prometido mandar asfaltar a rua. "Mandou fazer um abaixo-assinado. Nós fizemos. Até hoje ele não voltou aqui. Sumiu."

Luz e lixo

Um grande alvo de reclamações da vila é a Cemar. Os moradores reclamam indignados das altas contas de luz, muitas em torno de 70 reais. O pior, nas contas, a cobrança da taxa de iluminação pública. Só que essa não existe, já que os postes não possuem lâmpadas. Maria de Lurdes Veras Araújo, 37, comerciante, moradora, diz que estuda à noite. Volta para casa por volta das 10 horas da noite. Percorre todo o trajeto da avenida até a casa onde mora a pé, no escuro.

Lurdes diz que paga contas acima de 50 reais. Só tem um televisor e um congelador. A moradora foi junto a outras pessoas da vila à Cemar do São Cristóvão reclamar. "Ficamos numa fila imensa. Com fome. Trataram a gente mal. Mandaram a gente para o posto do Anjo da Guarda. Lá disseram que está tudo certo. Mas não botam a gente para falar com ninguém. Nem com o gerente. A gente não pode usar nada para não gastar. Então, para que ter energia?," questiona.

O carro de lixo não entra na rua, só carros de mão, nos quais os sacos de lixo são transportados e jogados em um trecho na entrada da vila. "Os cachorros e as galinhas espalham tudo. Fica uma nojeira", diz Eledilson. Segundo ele, a Prefeitura havia mandado colocar um container no lugar. Depois tirou. "O fiscal diz que roubaram. Como, se foi o caminhão da Prefeitura que levou?", indaga.

BUSCA:

Página Anterior | Recomendar | Imprimir | Topo

Jornal do Povo do Maranhão - Jornal Veja Agora
Copyright 2005 - 2006 Jornal Veja Agora. Todos os direitos reservados
Rua Jorge Damous, nº 257, Caratatiua - São Luís - MA
Tel: (98) 3253-6696 Geral - 3253-6605 Comercial e Assinaturas
redacao@jornalvejaagora.com.br