O Fluminense fez de tudo para ter Petkovic. Acionou o patrocinador, negociou com os árabes, seduziu o meia. Ao chegar às Laranjeiras, o gringo foi recebido como rei. Até Abel, que antes não queria mais um meia armador, se rendeu ao talento de Pet. Bastou um clima aconchegante para que o jogador desfilasse seu bom futebol. Fez o gol 1000 em Brasileiros, fez o centésimo gol do time na temporada, fez golaços. O negócio é tratar Pet a pão-de-ló, como as avós fazem com seus netos.
- Pelo menos na minha experiência, quando sou bem recebido e prestigiado, sei que rendo mais. Quando alguma coisa não está boa na vida particular, isto influi muito no lado profissional. Particularmente no Rio, onde moro e estou adaptado há cinco anos, estou muito feliz, e esse grupo tem um ambiente muito bom, o que também facilitou para que eu possa só pensar em jogar futebol - disse Pet, que agradeceu mais uma vez ao clube pelos esforços para contar com ele.
- O empenho foi da diretoria do Fluminense, do patrocinador, e também da minha parte, estava infeliz no lado pessoal lá na Arábia. A vontade de voltar, o grupo, todo mundo que me queria e me apoiou, a diretoria, a torcida e a comissão técnica foram determinantes para o meu desempenho - completou o gringo, confirmando que gosta de ser tratado com carinho.
Mais uma vez, o meia foi destaque do Flu com passes açucarados na vitória por 3 a 1 sobre o Banfield, nesta quarta-feira, em São Januário, pela primeira partida das oitavas-de-final da Copa Sul-Americana. E será homenageado com uma placa pelo gol 1000, em cerimônia prevista para esta sexta-feira, nas Laranjeiras. Mais um afago para estimular a criatividade do gringo.