Depois de ficar internado quatro dias no Socorrão I, morreu na quarta-feira (14), o desempregado Luciano Ribeiro Gomes, 18 anos, que residia na Travessa Newton Filho, nº 1 - Jordoa. Ele foi atingido com um trio na cabeça à queima-roupa na madrugada do último sábado. O autor do disparo, segundo informações da dona de casa, Maria do Amparo da Silva Ribeiro, mãe da vítima, foi o policial militar Gilvan, lotado na Companhia de Turismo.
"Depois de matar meu filho, esse monstro ainda saiu gritando 'eu sou Gilvan Bandido'", declarou a dona de casa. O motivo do crime, segundo testemunhas, foi o desentendimento ocorrido um dia anterior entre vítima e acusado. Na ocasião, Luciano retornava da Choperia João Paulo, em companhia de outros colegas, quando se esbarrou no militar.
Como era conhecido na área, o grupo parou para conversar com o soldado, mas em determinado momento Luciano e Gilvan passaram a discutir. O acusado teria dado duas rasteiras na vítima, que reagiu rasgando a camisa do militar. Os ânimos foram contidos, sendo que cada um deles foi levado para um lado.
Na mesma noite, conforme informações, o militar teria voltado ao local para executar o desafeto, mas não o encontrou, pois o mesmo já estava dormindo. Na mesma madruga, por volta das 3h30, Luciano estava na esquina de sua rua com outras pessoas quando o militar chegou.
"Ele mandou que todos saíssem, pois queria conversar sozinho com meu filho. Em seguida pediu que ele levantasse a camisa, e depois de se certificar que Luciano não estava armado, sacou da arma, encostou o cano da arma na cabeça dele e disparou", disse Maria do Amparo.
No local, informações também dão conta que, viciado em merla, constantemente o militar era visto na área comprando o produto. Luciano teria sido a terceira pessoa assassinada pelo soldado.
Luciano foi socorrido pela própria mãe e por uma viatura da PM e encaminhado ao Socorrão. Em contato com o comandante do Policiamento Metropolitano, tenente-coronel Francisco Melo, ele informou que o acusado está foragido.
O coronel informou que procedimentos serão adotados para punir o militar, caso seja confirmada a autoria do delito. Depois de ser velado por 24h, o corpo de Luciano Ribeiro, que era viciado em droga, segundo informações da própria mãe - foi sepultado no cemitério do Tibiri na tarde de ontem.