A disputa pela sucessão de Severino Cavalcanti (PP-PE) na presidência da Câmara, caso ele renuncie, tem agitado os bastidores do Legislativo. Severino só vai definir segunda-feira se renuncia ou não à presidência da Casa. Mesmo assim, ele corre o risco de perder seu mandato parlamentar, já que enfrenta processo no Conselho de Ética por quebra do decoro parlamentar. Se não renunciar, só adiará a questão da sucessão por algum tempo.
Praticamente todos os partidos têm um nome para apresentar. No caso do PT, mais de um nome. Além de enfrentar a disputa com deputados da oposição e até mesmo da base aliada ao governo, o PT vai ter que equacionar primeiro mais uma disputa interna na bancada. Deputados de esquerda, como Chico Alencar (PT-RJ), defendem que alguém deste campo, com mais trânsito junto à oposição, ocupe o cargo e sugerem o nome do ex-líder do partido, deputado Walter Pinheiro (PT-BA).
Já o líder do PT na Câmara, deputado Henrique Fontana (RS), demonstra maior preocupação no momento, em primeiro lugar para convencer os demais partidos de que a sua legenda tem direito de indicar o sucessor de Severino e só depois resolver as naturais disputas internas petistas.
Enquanto o PT busca seus nomes, partidos da base também têm seus indicados. O PSB trabalha pelo nome do vice-líder do governo, deputado Beto Albuquerque (RS). O PMDB fortalece o nome do ex-presidente da Câmara por dois mandatos e atual presidente do partido, deputado Michel Temer (SP). Pela oposição, o PFL também tem dois nomes em disputa —o do primeiro vice-presidente da Câmara, deputado José Thomaz Nonô (AL), e o líder da minoria, deputado José Carlos Aleluia (BA).