O jornalista Lourival Bogéa, conhecido no mundo do jornalismo como Dr. Peta, é mesmo um personagem interessante e singular. Ele herdou o Jornal Pequeno junto com cinco irmãos e a mãe dele, dona Hilda Bogéa. Em qualquer partilha de bens a mãe fica com 50 por cento do espólio e o restante é dividido entre os outros herdeiros. Ou seja, Lourival teria menos de 10 por cento do jornal.
Sem jamais ter assinado um artigo ou uma reportagem, é quem manda no jornal que durante muitos anos circulou de forma semi-artesanal, feito com o suor de todos os irmãos, do pai e da mãe. Esperto, ficou com o filão maior, deixando as sobras e os processos para os irmãos e para sua genitora..
Lourival negocia e decide na maior parte das vezes às escondidas.
Para levar a vida que leva, jamais poderia repartir com justiça o que abocanha do governo por fora. Os irmãos e a mãe apenas assistem impotentes, o comportamento do irmão. Lourival hoje é um dos maiores gastadores da cidade, além de ser também um grande investidor principalmente em imóveis. De onde sai o dinheiro?
Afinal, qualquer auditagem mais simples no Jornal Pequeno prova que o jornal é sustentado por dinheiro público, sem que para isso o jornalista faça o menor esforço. Os anunciantes são poucos e suas páginas de classificados não faturam, a preço de mercado, nem R$ 10 mil por mês, dinheiro insuficiente para pagar as despesas da família, quanto mais para suprir os custos industriais de um jornal que ele afirma ter tiragem diária de sete mil exemplares.
E os salários dos jornalistas, fotógrafos, gráficos e trabalhadores terceirizados? Quem paga?
Os sinais exteriores de riqueza de Lourival Bogéa já deveriam ter sido investigados pela Receita Federal e pelo Ministério Público. O editor do Jornal Pequeno tem várias casas, um apartamento luxuoso em uma das áreas mais valorizadas de São Luís e gastos cada dia mais expressivos.
Então, volta a pergunta? Quem financia Lourival Bogéa? Quanto a empresa dele recebe do Governo do Estado? Quanto ele recebe da Assembléia Legislativa? Ele já admitiu em seu jornal que recebe R$ 40 mil do Governo. A troco de quê? A legislação manda que o administrador público pague por serviços prestados.
No caso de jornais , revista e TV, pela divulgação de matérias institucionais, ou seja, de interesse público, sem que se faça uso de imagens e símbolos que promovam autoridades. Se o MP ou o TCE fizer uma auditagem nas verbas de publicidade pagas pela Prefeitura, pela Assembléia e pelo Governo do Estado, certamente vai encontrar faturas pagas sem a comprovação dos serviços, conforme estabelece a Lei de Licitações. Quanto ele recebe por fora, para que a mãe e os irmãos fiquem de fora da partilha? A Frente da Traição tem no Jornal Pequeno o seu porta-voz.
Os pagamentos do Governo, da Prefeitura, e da Assembléia tem um único objetivo: financiar, da forma mais deslavada, a campanha política dos seus membros, tendo a frente José Reinaldo, Alexandra, Jackson, Castelo, Tadeu e Evangelista. Tanto o Ministério Público quanto a Receita Federal precisam apurar a origem do dinheiro do Jornal Pequeno, e punir os responsáveis exemplarmente, retirando a máscara de paladino de um homem que, travestido de moralista, usa o dinheiro público para atacar, ofender e denegrir a imagem dos que não se prestam a financiar seus caprichos. Sejam eles quais forem.