O promotor Zanony Passos Silva Filho ingressou no último dia 15 com uma Ação Civil Pública contra o prefeito Luís da Amovelar a fim de impedir as perseguições que vêm sendo praticadas contra os funcionários públicos municipais.
O descalabro administrativo, os desvios de recursos, as fraudes praticadas nas compras e nas contratações de obras e serviços, colocaram o município em pouco mais de oito meses de mandato do prefeito Luís da Amovelar num verdadeiro estado de calamidade pública.
O descontrole financeiro decorrente das irregularidades praticadas na atual administração está sendo descontado nos funcionários municipais, que estão sendo demitidos, afastados, perseguidos e ameaçados sem o menor respeito aos direitos que a lei lhes assegura.
Os coroataenses estão vivendo em permanente clima de terror. Diariamente são praticadas violências intoleráveis contra cidadãos indefesos. Ameaças físicas e desrespeito aos direitos mais elementares são registrados a todo o instante.
Para impedir que o prefeito continue a desobedecer a lei, o promotor Zanony Passos pediu ao juiz Alexandre Lopes de Abreu que puna o prefeito Luís da Amovelar com multa diária de R$ 10 mil, para que ele respeite o Termo de Ajustamento de Conduta, que determina que o prefeito não humilhe os servidores municipais e nem contrate ninguém com base em critérios de apadrinhamento político.
O "Monstro da Amovelar" - como está sendo chamado o prefeito -, afirma publicamente que, para praticar essas monstruosidades, teria o suposto apoio do próprio juiz Alexandre Lopes de Abreu, titular da 1ª Vara da Comarca de Coroatá. O prefeito diz, sem pedir segredo, que enquanto o juiz Alexandre Abreu estiver no comando da Justiça ele pode tudo, pois tem carta branca. Segundo os servidores, Luís da Amovelar vive dizendo que ganhou a eleição graças ao trabalho do juiz, que segundo ele tem fama de derrubar grupos políticos com os quais não simpatiza.