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Evangelista torra dinheiro do contribuinte na Assembléia



Data de Publicação: 17 de setembro de 2005
 
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Enquanto cerca de 500 servidores efetivos da Assembléia ganham salários miseráveis, o presidente da Assembléia Legislativa, João Evangelista (PTB), aliado do governador José Reinaldo e um dos expoentes da Frente da Traição, gasta o dinheiro do contribuinte em projetos faraônicos, licitações sob suspeita e intensa utilização da mídia em promoção pessoal e do seu grupo.

A Assembléia na Comunidade, que esteve por uma semana no município de Imperatriz, transformou-se num verdadeiro fiasco. Um projeto que visava defender o governo do estado, que ostenta índice de mais de 83% de rejeição em Imperatriz, e dar palanque e visibilidade aos candidatos da Frente da Traição na região tocantina, teve efeito contrário. Os deputados que fazem oposição ao governo de José Reinaldo é que se sobressaíram.

Teresa Murad, César Pires, Manoel Ribeiro, Max Barros, Tatá Milhomem tiveram atuação destacada e se sentiram gratificados pelo reconhecimento que obtiveram da população local. Já os deputados governistas passaram por maus momentos. Aderson Lago foi o que mais se prejudicou. A defesa que fez do salário de R$ 280,00 atingiu seriamente a imagem do deputado. O ex-prefeito Jackson Lago nem conseguiu proferir sua palestra.

Chegou pela manhã e à noite se encontrava sozinho no aeroporto à espera do avião para voltar a São Luís.

Sem nenhum resultado prático, a Assembléia Itinerante custou aos cofres do estado, segundo graduado assessor da Mesa Diretora da AL, mais de R$ 500 mil. O "projeto" de Evangelista não levou nenhum benefício à região" afirmou um deputado da oposição. Nada de importante foi discutido para Imperatriz e a participação da classe política local foi quase que nenhuma, exceção feita ao presidente de Câmara Municipal, que no seu discurso criticou duramente a omissão do governo estadual com a região. Quiseram dar palanque a Jackson, Castelo e João Evangelista.

Quem perdeu foi a população, que não participou dos eventos programados e ainda teve que escutar parlamentares governistas se colocarem contra o projeto de lei do vice-governador Jura Filho que propõe o reajuste dos servidores para o mínimo de R$ 300,00.

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