O Partido dos Trabalhadores realiza hoje a escolha dos seus novos dirigentes. O partido volta às urnas como um arremedo do que já foi antes, um partido forte, democrático e pluralista. Hoje esconde um covil de ladrões e corruptos.
Qualquer que seja o resultado que venha das urnas vai encontrar um partido completamente marcado pelos sucessivos escândalos que levaram à degola de algumas das estrelas mais reluzentes do cenário político nacional. De uma só penada perderam os cargos o então todo-poderoso ministro chefe do Gabinete Civil, José Dirceu, o presidente do PT, José Genoíno, o tesoureiro Delúbio Soares e o secretáriop-geral Silvio Pereira. Homens de confiança do presidente Lula, todos eles estão envolvidos até o pescoço no atoleiro que envolve ainda a figura abjeta do empresário Marcos Valério.
No Maranhão, o PT vai escolher quem vai ocupar o lugar do sindicalista e suplente de deputado federal Washington Oliveira. Líder da corrente Campo Majoritário, que obedece orientação de José Dirceu e Genoíno, Oliveira é a figura mais desgastada do PT maranhense. Washington é acusado de participar do esquema de caixa dois para pagamento de despesas de campanha e do recebimento de uma mala recheada de dólares.
A denúncia, feita pelo grupo do deputado Domingos Dutra, foi abafada numa reunião em que dez membros do Diretório Estadual se abstiveram de votar. Dutra é o candidato que concorre hoje com Washington Luis para presidir o que restou do PT no Maranhão.