O ex-deputado Roberto Jefferson vai retirar o pedido de cassação protocolado pelo PTB no Conselho de Ética contra o ex-chefe da Casa Civil José Dirceu. A decisão foi anunciada na sexta-feira, informou o jornal O Estado de S.Paulo.
Jefferson disse que não quer "ser responsável por um processo de cassação igual" ao que foi submetido. "Chega de ódio", afirmou.
No entanto, o deputado voltou a denunciar um suposto acordo entre PT e PSDB para impedir novas cassações.
Ele aponta a decisão da CPI dos Correios de não chamar para depor Adhemar Palocci, irmão do ministro da Fazenda, Antonio Palocci, e a ausência do nome do senador Eduardo Azeredo no relatório final da CPI como provas da existência de um acordo entre PT e PSDB, diz a reportagem do Estadão.
Segundo Jefferson, a investigação sobre os fundos de pensão, que atingiria os tucanos, também não foi levada adiante. "Ninguém quer mais. Ano que vem tem eleição e vai ser tudo igualzinho", declarou.
Os partidos, segundo o jornal paulista, negaram o ataque do ex-deputado e dizem que não há acordo para impedir as investigações.
Em nota, o líder do PSDB na Câmara, Alberto Goldman (SP), disse que "não há nem nunca houve".
Para o deputado Maurício Rands (PT-PE), da CPI dos Correios, Jefferson está fazendo "discurso ressentido", informa o Estadão.