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Turistas aquecem comércio artesanal



Data de Publicação: 17 de setembro de 2005
 
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Não é mais só julho que faz o comércio voltado para o turismo ter acréscimo na vendas. De acordo com os artesãos de São Luís, mesmo em setembro o fluxo de turistas na cidade vem se mantendo estável e contribuindo para um aquecimento nas vendas.

Um exemplo disso pode ser verificado no Centro de Comercialização de Artesanato do Maranhão (Ceprama). "Nos últimos dias, tivemos uma freqüência boa de turistas comprando os nossos produtos", informa Cristiane Lopes, do Sindicato dos Artesãos de São Luís.

De acordo com ela, os produtos que mais caem no gosto das pessoas que vêm de outros estados e de outros países são os azulejos, camisas, chaveiros, cinzeiros, bonecos, saias e vestidos pintados a mão. "Eles elogiam bastante os trabalhos. Costumam vir mais aos sábados e domingos", informa Cristiane.

A artesã Rosemary Lopes conta que quando o movimento de turistas é mais intenso, as vendas chegam a atingir R$ 200,00 por dia. Nos dias de pouca visitação, o rendimento do estande da artesã fica aproximadamente pela metade R$ 100,00. "Hoje as coisas estão bem melhores para quem trabalha com artesanato, há alguns anos, havia muita reclamação devido ao movimento fraco", relata.

Azulejos, camisas e roupas manchadas são os produtos que mais saem na loja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, localizada no Reviver. Segundo a vendedora Lindaval Cairos, os turistas não estão comprando tanto como em julho. "Mas as vendas não estão tão ruins como em outras épocas", diz.

Já a vendedora da loja de artesanato Ilha Bela, Josy Barros de Sousa revela que os turistas que estão vindo à São Luís estão pechinchando tanto quanto os ludovicenses. "Em tudo eles querem abatimento, desconto. A gente acaba cedendo para não perder a venda; dá um trabalho danado convencer o pessoal que vem de foram que o nosso artesanato merece ser vendido pelo preço que estão na peça", conta.
Produtos baratos

A pechincha dos turistas também chegou à loja artesanal Arte Popular. Segundo a vendedora Ângela Gomes da Silva, a prática é corriqueira no comércio da Praia Grande. "As vendas na loja caíram 50% e se não houver algum atrativo o pessoal não quer levar os produtos", diz.

Apesar de pedir abatimento no valor final do produto, os turistas que freqüentam as lojas do Ceprama e da Praia Grande reconhecem que as peças de artesanato de São Luís têm o preço em conta. A turista de Santos, Dayse Santoro afirma que gostou bastante das peças que viu e que o valor cobrado não é distante dos praticados em Maceió e Natal, cidades que já visitou.

Já a turista de São Paulo, Olívia Fonseca Mierel, disse que as peças artesanais de São Luís valem o preço que têm por causa da criatividade. "É tudo muito bonito", declara admirada. Ontem à tarde, ele visitou quase todas as lojas da Praia Grande para levar camisetas, chaveiros e canetas para o netos.

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