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Defesa de Dirceu - Envolvimento com empréstimos de Valério são apenas ‘’suposições’’



Data de Publicação: 2 de setembro de 2005
 
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Brasília – O deputado federal, José Dirceu (PT-SP), afirma em sua defesa, no relatório das comissões parlamentares mistas de inquérito (CPMI) dos Correios e da Compra de Votos, que existem apenas “suposições” no que diz respeito ao seu conhecimento sobre os empréstimos que teriam sido feitos pelo PT e avalizados pelo empresário Marcos Valério.

Sete páginas do relatório parcial apresentado ontem pelas CPMIs foram destinadas à análise de um suposto envolvimento do ex-ministro da Casa Civil com o “mensalão”. O esquema do “mensalão” seria o suposto pagamento de mesadas a parlamentares de partidos da base aliada ao governo.

Sobre as denúncias feitas pelo deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), Dirceu afirma que “são desprovidas de prova e seriedade, caracterizando mera tentativa de desviar o rumo das investigações que devem ser realizadas por esta CPMI”.

Para Dirceu, “o deputado Roberto Jefferson, acusado de manter um esquema de arrecadação irregular de recursos em empresas públicas com o auxílio de pessoas indicadas por seu partido político é voz isolada na acusação de que os recursos destinados à quitação de dívidas eleitorais estariam relacionados a suposto pagamento de propinas em troca de apoio em votações de projetos de interesse do governo”.

A respeito dos depoimentos de Renilda de Souza e Marcos Valério, o parlamentar ressalta que ambos afirmaram que “nunca houve levantamento de fundos para pagar parlamentares, mas sim a realização de empréstimos para fazer frente a obrigações de campanhas eleitorais”.
O relatório parcial traz ainda o argumento apresentado por José Dirceu de que ele estava afastado das funções parlamentares e, por isso, não se pode lhe imputar a falta de decoro. Dirceu acrescentou que a representação contra sua pessoa “é inepta” porque não indica quais trabalhos legislativos teriam “seu regular andamento fraudado”.

Por fim, o ex-ministro encerra sua defesa repelindo “com toda veemência e de modo categórico a prática dos atos sugeridos na representação, tendo plena convicção de que responde a um processo político”.

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