Mesmo sendo um dos jogadores com mais conquistas pela seleção brasileira, Ronaldo evita comparações com Pelé. Por causa dos recordes que podem ser quebrados na Copa do Mundo de 2006, o atacante já tem sua trajetória na equipe associada à do "Rei" no Mundial de 70.
O "Fenômeno", no entanto, não quer fazer do Mundial da Alemanha o seu último pela seleção. Ao mesmo tempo que evita comparações com Pelé, Ronaldo já pensa em disputar a quinta Copa de sua carreira.
"Para mim, essa Copa ainda não vai ser a última. Espero, daqui a cinco anos, estar bem fisicamente e motivado para jogar mais uma Copa", disse o atacante. "Mas, por enquanto, quero viver este ano. Quero que seja maravilhoso e quero conseguir todos os objetivos. E estou super-motivado para arrebentar."
No primeiro Mundial disputado no México, Pelé teve as suas atuações mais eficientes com a camisa da seleção e alcançou a marca de 12 gols em Copas do Mundo. Esse recorde já foi igualado por Ronaldo em 2002, quando o "Fenômeno" fez oito gols e foi eleito o melhor jogador.
Caso conquiste o título, Ronaldo igualaria ainda o tricampeonato de Pelé. Outra busca do atacante é pelo título de maior artilheiro em Mundiais. Atualmente, ele está dois gols atrás do alemão Gerd Müller, que foi o goleador da Copa de 74, na Alemanha, com nove - marcara outros cinco em 70, no México.
"Nessa Copa, quero bater todos os recordes possíveis, mas o mais importante é ganhar a Copa", afirmou Ronaldo, que formará dupla de ataque com Adriano no jogo de domingo, contra o Chile, pelas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2006.
O Brasil pode assegurar classificação para a Copa já no próximo domingo, se derrotar o Chile, em Brasília. Mesmo se empatar, a equipe do técnico Carlos Alberto Parreira ainda pode terminar a rodada com a vaga garantida, mas precisaria torcer para a Colômbia não ganhar do Uruguai.
Prêmio pela classificação
Silenciosamente, Carlos Alberto Parreira renovou a seleção brasileira - 15 jogadores que não foram à Copa do Mundo de 2002 participam do jogo decisivo contra o Chile, domingo, pelas eliminatórias. Ainda assim, são os pentacampeões Dida, Cafu, Kaká e Ronaldo que lideram o ranking de atuações nessa fase e, por isso, devem abocanhar a maior parte do prêmio a ser pago pela vaga.
O valor não foi revelado pelo supervisor da seleção, Américo Faria, e nem pelo assessor de imprensa Rodrigo Paiva, mas ambos confirmaram que a divisão das cotas será proporcional ao número de presenças em campo em partidas nas quais o Brasil pontuou. Segundo Paiva, a quantia será paga em reais. Na última Copa do Mundo, o prêmio para cada campeão foi de R$ 426 mil.
Nestas eliminatórias, metade do prêmio foi pago após cada vitória ou empate que o jogador tenha participado. Os outros 50% foram retidos pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e serão pagos como premiação por meta alcançada propriamente dita. Como após a partida contra o Chile a seleção ainda fará mais dois jogos pelas eliminatórias, os atletas receberão o dinheiro apenas ao término da competição.
Quem mais se aproxima do topo são o goleiro Dida e o lateral-direito Cafu. Contra o Chile, a dupla do Milan entrará em campo pela 15ª vez nas eliminatórias.